Descansar sem culpa: aprender a parar
#Motivação
Opinião

Atualmente vejo muitas pessoas que chegam à terapia exaustas. Não apenas pelo que fazem, mas pela culpa que sentem quando não estão a fazer nada. Vivemos numa cultura que glorifica o cansaço. Estar ocupado tornou-se sinónimo de valor, produtividade passou a significar identidade e descansar quase um luxo que precisa de ser merecido. Mas quando é que parar passou a ser visto como falhar? Descansar sem culpa não é preguiça, é uma competência emocional e, para muitos adultos, uma aprendizagem tardia.
A culpa de descansar não nasce connosco. É uma culpa aprendida. Aprende-se quando somos elogiados apenas pelo desempenho, quando o descanso vem sempre acompanhado de “só mais isto”, quando crescemos a ouvir que quem pára fica para trás, quando o corpo dá sinais e a mente responde com mais exigência. O resultado são adultos funcionalmente exaustos, emocionalmente desligados do corpo e permanentemente em modo de sobrevivência.
Do ponto de vista psicológico, a ausência de descanso não afeta apenas o corpo. Afeta também a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com os outros e com a vida. Quando não descansamos, a ansiedade encontra terreno fértil, a irritabilidade aumenta, a criatividade diminui, o prazer desaparece e o corpo fala, muitas vezes grita. O nosso sistema nervoso precisa de pausas conscientes para se regular. Sem elas, vivemos em estado de alerta constante, como se algo estivesse sempre prestes a correr mal. E isto não é fraqueza, é biologia.
Há uma ideia muito enraizada de que descansar é “não fazer nada”. Na verdade, descansar é permitir ao corpo e à mente sair do modo de ameaça. Descansar é sinónimo de não otimizar cada minuto, de não transformar lazer em obrigação, de não usar o descanso como recompensa por exaustão e de não ter de justificar o direito de parar. Descansar é interromper o ciclo da autoexigência e isso, para muitas pessoas, pode ser muito desconfortável, porque parar obriga a sentir. E sentir exige presença e, muitas vezes, coragem.
Aprender a parar é reaprender limites. Descansar sem culpa não se aprende de um dia para o outro. Aprende-se em micro-escolhas diárias, quando se diz “já chega” antes do corpo colapsar, quando se reconhece que produtividade não define valor pessoal, quando se aceita que nem tudo precisa de ser útil e quando se percebe que descansar não atrasa, sustenta. Talvez o problema seja vivermos num mundo que nos ensinou a funcionar no limite e a chamar isso de normal. Descansar sem culpa é um ato de saúde mental. Porque parar, hoje, é ir contra a corrente. E talvez seja exatamente disso que precisamos para voltar a contactar com a nossa essência.
Helena Paixão é Psicóloga Clínica e dá consultas em Lisboa, na Clínica que fundou. Está no Instagram com o tag: @helenapaixao.psicologa
Descansar sem culpa: aprender a parar
#Motivação
Opinião

Atualmente vejo muitas pessoas que chegam à terapia exaustas. Não apenas pelo que fazem, mas pela culpa que sentem quando não estão a fazer nada. Vivemos numa cultura que glorifica o cansaço. Estar ocupado tornou-se sinónimo de valor, produtividade passou a significar identidade e descansar quase um luxo que precisa de ser merecido. Mas quando é que parar passou a ser visto como falhar? Descansar sem culpa não é preguiça, é uma competência emocional e, para muitos adultos, uma aprendizagem tardia.
A culpa de descansar não nasce connosco. É uma culpa aprendida. Aprende-se quando somos elogiados apenas pelo desempenho, quando o descanso vem sempre acompanhado de “só mais isto”, quando crescemos a ouvir que quem pára fica para trás, quando o corpo dá sinais e a mente responde com mais exigência. O resultado são adultos funcionalmente exaustos, emocionalmente desligados do corpo e permanentemente em modo de sobrevivência.
Do ponto de vista psicológico, a ausência de descanso não afeta apenas o corpo. Afeta também a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com os outros e com a vida. Quando não descansamos, a ansiedade encontra terreno fértil, a irritabilidade aumenta, a criatividade diminui, o prazer desaparece e o corpo fala, muitas vezes grita. O nosso sistema nervoso precisa de pausas conscientes para se regular. Sem elas, vivemos em estado de alerta constante, como se algo estivesse sempre prestes a correr mal. E isto não é fraqueza, é biologia.
Há uma ideia muito enraizada de que descansar é “não fazer nada”. Na verdade, descansar é permitir ao corpo e à mente sair do modo de ameaça. Descansar é sinónimo de não otimizar cada minuto, de não transformar lazer em obrigação, de não usar o descanso como recompensa por exaustão e de não ter de justificar o direito de parar. Descansar é interromper o ciclo da autoexigência e isso, para muitas pessoas, pode ser muito desconfortável, porque parar obriga a sentir. E sentir exige presença e, muitas vezes, coragem.
Aprender a parar é reaprender limites. Descansar sem culpa não se aprende de um dia para o outro. Aprende-se em micro-escolhas diárias, quando se diz “já chega” antes do corpo colapsar, quando se reconhece que produtividade não define valor pessoal, quando se aceita que nem tudo precisa de ser útil e quando se percebe que descansar não atrasa, sustenta. Talvez o problema seja vivermos num mundo que nos ensinou a funcionar no limite e a chamar isso de normal. Descansar sem culpa é um ato de saúde mental. Porque parar, hoje, é ir contra a corrente. E talvez seja exatamente disso que precisamos para voltar a contactar com a nossa essência.
Helena Paixão é Psicóloga Clínica e dá consultas em Lisboa, na Clínica que fundou. Está no Instagram com o tag: @helenapaixao.psicologa
Descansar sem culpa: aprender a parar
#Motivação
Opinião

Atualmente vejo muitas pessoas que chegam à terapia exaustas. Não apenas pelo que fazem, mas pela culpa que sentem quando não estão a fazer nada. Vivemos numa cultura que glorifica o cansaço. Estar ocupado tornou-se sinónimo de valor, produtividade passou a significar identidade e descansar quase um luxo que precisa de ser merecido. Mas quando é que parar passou a ser visto como falhar? Descansar sem culpa não é preguiça, é uma competência emocional e, para muitos adultos, uma aprendizagem tardia.
A culpa de descansar não nasce connosco. É uma culpa aprendida. Aprende-se quando somos elogiados apenas pelo desempenho, quando o descanso vem sempre acompanhado de “só mais isto”, quando crescemos a ouvir que quem pára fica para trás, quando o corpo dá sinais e a mente responde com mais exigência. O resultado são adultos funcionalmente exaustos, emocionalmente desligados do corpo e permanentemente em modo de sobrevivência.
Do ponto de vista psicológico, a ausência de descanso não afeta apenas o corpo. Afeta também a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com os outros e com a vida. Quando não descansamos, a ansiedade encontra terreno fértil, a irritabilidade aumenta, a criatividade diminui, o prazer desaparece e o corpo fala, muitas vezes grita. O nosso sistema nervoso precisa de pausas conscientes para se regular. Sem elas, vivemos em estado de alerta constante, como se algo estivesse sempre prestes a correr mal. E isto não é fraqueza, é biologia.
Há uma ideia muito enraizada de que descansar é “não fazer nada”. Na verdade, descansar é permitir ao corpo e à mente sair do modo de ameaça. Descansar é sinónimo de não otimizar cada minuto, de não transformar lazer em obrigação, de não usar o descanso como recompensa por exaustão e de não ter de justificar o direito de parar. Descansar é interromper o ciclo da autoexigência e isso, para muitas pessoas, pode ser muito desconfortável, porque parar obriga a sentir. E sentir exige presença e, muitas vezes, coragem.
Aprender a parar é reaprender limites. Descansar sem culpa não se aprende de um dia para o outro. Aprende-se em micro-escolhas diárias, quando se diz “já chega” antes do corpo colapsar, quando se reconhece que produtividade não define valor pessoal, quando se aceita que nem tudo precisa de ser útil e quando se percebe que descansar não atrasa, sustenta. Talvez o problema seja vivermos num mundo que nos ensinou a funcionar no limite e a chamar isso de normal. Descansar sem culpa é um ato de saúde mental. Porque parar, hoje, é ir contra a corrente. E talvez seja exatamente disso que precisamos para voltar a contactar com a nossa essência.
Helena Paixão é Psicóloga Clínica e dá consultas em Lisboa, na Clínica que fundou. Está no Instagram com o tag: @helenapaixao.psicologa
Descansar sem culpa: aprender a parar
#Motivação
Opinião

Atualmente vejo muitas pessoas que chegam à terapia exaustas. Não apenas pelo que fazem, mas pela culpa que sentem quando não estão a fazer nada. Vivemos numa cultura que glorifica o cansaço. Estar ocupado tornou-se sinónimo de valor, produtividade passou a significar identidade e descansar quase um luxo que precisa de ser merecido. Mas quando é que parar passou a ser visto como falhar? Descansar sem culpa não é preguiça, é uma competência emocional e, para muitos adultos, uma aprendizagem tardia.
A culpa de descansar não nasce connosco. É uma culpa aprendida. Aprende-se quando somos elogiados apenas pelo desempenho, quando o descanso vem sempre acompanhado de “só mais isto”, quando crescemos a ouvir que quem pára fica para trás, quando o corpo dá sinais e a mente responde com mais exigência. O resultado são adultos funcionalmente exaustos, emocionalmente desligados do corpo e permanentemente em modo de sobrevivência.
Do ponto de vista psicológico, a ausência de descanso não afeta apenas o corpo. Afeta também a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com os outros e com a vida. Quando não descansamos, a ansiedade encontra terreno fértil, a irritabilidade aumenta, a criatividade diminui, o prazer desaparece e o corpo fala, muitas vezes grita. O nosso sistema nervoso precisa de pausas conscientes para se regular. Sem elas, vivemos em estado de alerta constante, como se algo estivesse sempre prestes a correr mal. E isto não é fraqueza, é biologia.
Há uma ideia muito enraizada de que descansar é “não fazer nada”. Na verdade, descansar é permitir ao corpo e à mente sair do modo de ameaça. Descansar é sinónimo de não otimizar cada minuto, de não transformar lazer em obrigação, de não usar o descanso como recompensa por exaustão e de não ter de justificar o direito de parar. Descansar é interromper o ciclo da autoexigência e isso, para muitas pessoas, pode ser muito desconfortável, porque parar obriga a sentir. E sentir exige presença e, muitas vezes, coragem.
Aprender a parar é reaprender limites. Descansar sem culpa não se aprende de um dia para o outro. Aprende-se em micro-escolhas diárias, quando se diz “já chega” antes do corpo colapsar, quando se reconhece que produtividade não define valor pessoal, quando se aceita que nem tudo precisa de ser útil e quando se percebe que descansar não atrasa, sustenta. Talvez o problema seja vivermos num mundo que nos ensinou a funcionar no limite e a chamar isso de normal. Descansar sem culpa é um ato de saúde mental. Porque parar, hoje, é ir contra a corrente. E talvez seja exatamente disso que precisamos para voltar a contactar com a nossa essência.
Helena Paixão é Psicóloga Clínica e dá consultas em Lisboa, na Clínica que fundou. Está no Instagram com o tag: @helenapaixao.psicologa



