
#Protagonistas
Como Pedro Correia construiu uma marca de treino focada na longevidade e na comunidade
Chama-se The Strength Clinic, fica no coração de Alcântara, em Lisboa, e nos últimos nove anos, foi construindo um caminho próprio num mercado saturado de promessas rápidas e resultados imediatos. Mais do que um espaço de exercício físico, tornou-se um projeto com uma visão clara sobre saúde, longevidade e desenvolvimento humano. Nesta entrevista, Pedro Correia explica como se constrói uma marca com propósito, como se cria comunidade e porque prefere crescer devagar, com bases sólidas, a crescer depressa, mas sem estrutura.
Quando olhas para estes nove anos de percurso, em que momento sentiste que a The Strength Clinic deixou de ser apenas um espaço de treino e passou a ser uma marca, e a impactar uma comunidade?
PEDRO CORREIA — Na realidade, nunca considerei a TSC apenas como um espaço de treino, pelo menos no sentido mais comum do mundo do exercício físico ou do fitness, no qual a aprendizagem e a progressão individual tendem a ser pouco valorizadas. Desde o início, encarei a TSC como um espaço de aprendizagem e de desenvolvimento pessoal. Uma marca que se reflete naquilo que defendemos e em que acreditamos: o desenvolvimento da literacia física, entendida como consciência e competência de movimento, e o desenvolvimento atlético, enquanto capacidade de trabalho e funcional. Tudo isto com um objetivo claro: construir uma saúde e uma longevidade física e cognitiva mais robustas.

Pedro Correia fundou a The Strength Clinic há 9 anos
Recuando no tempo, diz-nos: que decisões iniciais foram determinantes para criar uma identidade própria num mercado tão competitivo como o do fitness em Lisboa?
P.C. — Sem dúvida, a aposta em proporcionar uma experiência de treino de elevada qualidade, assente num acompanhamento próximo e em profissionais bem preparados, tanto do ponto de vista técnico como humano. Desde o início, foi igualmente essencial construir um processo sólido, sustentado quer no conhecimento científico, quer na minha própria experiência empírica e percurso pessoal. Tão importante quanto isso tem sido a coragem de permanecermos fiéis aos nossos valores e àquilo em que acreditamos ser o melhor caminho para cada pessoa, tendo sempre em conta as suas necessidades, as suas circunstâncias de vida e o seu desenvolvimento a longo prazo.
Como referiste, a TSC tem, desde o início, um posicionamento distinto, com uma aposta clara na longevidade e na performance. Queres guiar-nos, resumidamente, pelo caminho até chegares a esse tal posicionamento?
P.C. — O posicionamento derivou, em grande parte, da minha experiência pessoal. Por um lado, enquanto atleta de natação, aliado ao conhecimento que fui procurando e assimilando, ao longo dos anos. Isso levou-me a questionar a segurança e a eficácia das diferentes práticas desportivas para promover a saúde e uma longevidade funcional. Ou seja, ganhar a clareza de que o objetivo do desporto não é só a saúde e a melhoria da função corporal, mas sim a performance e/ou o resultado naquele desporto. Por outro lado, o meu historial enquanto sobrevivente de cancro, uma vez que tive um Linfoma de Hodgkin aos 25 anos. Isso levou-me a aprofundar o interesse nas áreas da saúde em vários domínios, nomeadamente físico, mental, emocional e espiritual; bem como na otimização da performance humana; na longevidade. No que diz respeito ao exercício, levou-me a perceber o papel fundamental de uma programação de treino inteligente para alcançar os melhores resultados.
"Acredito que as pessoas se identificam com o nosso trabalho"
Hoje fala-se muito de comunidade. O que é que isso significa, na prática, dentro da TSC?
P.C. — A meu ver, significa partilhar um conjunto de valores que geram uma ressonância emocional, em maior ou menor grau, em cada pessoa. Acredito que as pessoas se identificam com o nosso trabalho, e com a forma como fazemos as coisas por cá. Isso fá-las sentirem-se mais próximas, mais conectadas, mais valorizadas e, de certa forma, mais envolvidas no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento individual. Este sentimento de pertença é, naturalmente, contagioso e, quando essas energias se expressam, não apenas entre os nossos alunos, mas também entre os membros da nossa equipa, todos crescemos mais e ficamos mais fortes.

A The Strength Clinic tem aulas privadas, semi-privadas e de grupo até 12 pessoas, com treinos de força, metabólicos e de regeneração
Como se mantém uma marca de desporto relevante, ao fim de nove anos, sem perder a essência do que esteve na origem do projeto?
P.C. — Creio que passa por acreditar que aquilo que fazemos serve um propósito maior, faz a diferença e contribui para melhorar a vida das pessoas. Acreditar que conseguimos resolver ou atenuar alguns problemas de saúde, que podemos contribuir para uma existência humana mais consciente e mais robusta. No fundo, acreditar que a melhor forma da vida das pessoas está no futuro e não no passado, independentemente da idade cronológica de cada um.
Houve momentos em que foi preciso escolher entre crescer mais depressa ou crescer de forma mais sustentável? Como é que se tomam essas decisões?
P.C. — Tal como na nossa abordagem ao exercício, onde o foco está sempre no longo prazo, também no crescimento da marca a lógica tem sido exatamente a mesma. Acredito profundamente na importância de construir boas fundações, e isso leva tempo. Criar bons alicerces, equipas e sistemas robustos é um processo demorado e exige paciência. Por essa razão, tenho sempre preferido apostar num crescimento sustentado e sustentável, em vez de procurar um crescimento rápido assente em bases pouco sólidas.
"O objetivo continua a ser transformar positivamente a vida dos alunos"
Que papel têm, hoje, as redes sociais e o conteúdo na construção da marca e na relação com a comunidade?
P.C. — As redes sociais e o conteúdo têm um papel absolutamente crucial. É uma área a que tenho dedicado naturalmente tempo, energia e atenção, precisamente para garantir que a nossa mensagem é transmitida da forma certa. Este é também um dos grandes desafios da era em que vivemos, em que a atenção se tornou um recurso cada vez mais escasso. Olhamos para as redes sociais como a ferramenta mais eficaz que temos para comunicar com o público e com a nossa comunidade, e para dar a conhecer o nosso trabalho, aquilo que fazemos, os problemas que resolvemos e os resultados que conseguimos proporcionar aos nossos alunos.
Que ambição tens para a TSC daqui a cinco anos?
P.C. — Quero que a TSC seja capaz de impactar mais pessoas, sem nunca desvirtuar a nossa missão e o nosso propósito. O objetivo continua a ser transformar positivamente a vida dos alunos e dos colaboradores, através de uma abordagem integrativa e personalizada à saúde, à performance e à longevidade. Mais do que crescer por crescer, interessa-nos crescer com sentido e com coerência.

#Protagonistas
Como Pedro Correia construiu uma marca de treino focada na longevidade e na comunidade
Chama-se The Strength Clinic, fica no coração de Alcântara, em Lisboa, e nos últimos nove anos, foi construindo um caminho próprio num mercado saturado de promessas rápidas e resultados imediatos. Mais do que um espaço de exercício físico, tornou-se um projeto com uma visão clara sobre saúde, longevidade e desenvolvimento humano. Nesta entrevista, Pedro Correia explica como se constrói uma marca com propósito, como se cria comunidade e porque prefere crescer devagar, com bases sólidas, a crescer depressa, mas sem estrutura.
Quando olhas para estes nove anos de percurso, em que momento sentiste que a The Strength Clinic deixou de ser apenas um espaço de treino e passou a ser uma marca, e a impactar uma comunidade?
PEDRO CORREIA — Na realidade, nunca considerei a TSC apenas como um espaço de treino, pelo menos no sentido mais comum do mundo do exercício físico ou do fitness, no qual a aprendizagem e a progressão individual tendem a ser pouco valorizadas. Desde o início, encarei a TSC como um espaço de aprendizagem e de desenvolvimento pessoal. Uma marca que se reflete naquilo que defendemos e em que acreditamos: o desenvolvimento da literacia física, entendida como consciência e competência de movimento, e o desenvolvimento atlético, enquanto capacidade de trabalho e funcional. Tudo isto com um objetivo claro: construir uma saúde e uma longevidade física e cognitiva mais robustas.

Pedro Correia fundou a The Strength Clinic há 9 anos
Recuando no tempo, diz-nos: que decisões iniciais foram determinantes para criar uma identidade própria num mercado tão competitivo como o do fitness em Lisboa?
P.C. — Sem dúvida, a aposta em proporcionar uma experiência de treino de elevada qualidade, assente num acompanhamento próximo e em profissionais bem preparados, tanto do ponto de vista técnico como humano. Desde o início, foi igualmente essencial construir um processo sólido, sustentado quer no conhecimento científico, quer na minha própria experiência empírica e percurso pessoal. Tão importante quanto isso tem sido a coragem de permanecermos fiéis aos nossos valores e àquilo em que acreditamos ser o melhor caminho para cada pessoa, tendo sempre em conta as suas necessidades, as suas circunstâncias de vida e o seu desenvolvimento a longo prazo.
Como referiste, a TSC tem, desde o início, um posicionamento distinto, com uma aposta clara na longevidade e na performance. Queres guiar-nos, resumidamente, pelo caminho até chegares a esse tal posicionamento?
P.C. — O posicionamento derivou, em grande parte, da minha experiência pessoal. Por um lado, enquanto atleta de natação, aliado ao conhecimento que fui procurando e assimilando, ao longo dos anos. Isso levou-me a questionar a segurança e a eficácia das diferentes práticas desportivas para promover a saúde e uma longevidade funcional. Ou seja, ganhar a clareza de que o objetivo do desporto não é só a saúde e a melhoria da função corporal, mas sim a performance e/ou o resultado naquele desporto. Por outro lado, o meu historial enquanto sobrevivente de cancro, uma vez que tive um Linfoma de Hodgkin aos 25 anos. Isso levou-me a aprofundar o interesse nas áreas da saúde em vários domínios, nomeadamente físico, mental, emocional e espiritual; bem como na otimização da performance humana; na longevidade. No que diz respeito ao exercício, levou-me a perceber o papel fundamental de uma programação de treino inteligente para alcançar os melhores resultados.
"Acredito que as pessoas se identificam com o nosso trabalho"
Hoje fala-se muito de comunidade. O que é que isso significa, na prática, dentro da TSC?
P.C. — A meu ver, significa partilhar um conjunto de valores que geram uma ressonância emocional, em maior ou menor grau, em cada pessoa. Acredito que as pessoas se identificam com o nosso trabalho, e com a forma como fazemos as coisas por cá. Isso fá-las sentirem-se mais próximas, mais conectadas, mais valorizadas e, de certa forma, mais envolvidas no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento individual. Este sentimento de pertença é, naturalmente, contagioso e, quando essas energias se expressam, não apenas entre os nossos alunos, mas também entre os membros da nossa equipa, todos crescemos mais e ficamos mais fortes.

A The Strength Clinic tem aulas privadas, semi-privadas e de grupo até 12 pessoas, com treinos de força, metabólicos e de regeneração
Como se mantém uma marca de desporto relevante, ao fim de nove anos, sem perder a essência do que esteve na origem do projeto?
P.C. — Creio que passa por acreditar que aquilo que fazemos serve um propósito maior, faz a diferença e contribui para melhorar a vida das pessoas. Acreditar que conseguimos resolver ou atenuar alguns problemas de saúde, que podemos contribuir para uma existência humana mais consciente e mais robusta. No fundo, acreditar que a melhor forma da vida das pessoas está no futuro e não no passado, independentemente da idade cronológica de cada um.
Houve momentos em que foi preciso escolher entre crescer mais depressa ou crescer de forma mais sustentável? Como é que se tomam essas decisões?
P.C. — Tal como na nossa abordagem ao exercício, onde o foco está sempre no longo prazo, também no crescimento da marca a lógica tem sido exatamente a mesma. Acredito profundamente na importância de construir boas fundações, e isso leva tempo. Criar bons alicerces, equipas e sistemas robustos é um processo demorado e exige paciência. Por essa razão, tenho sempre preferido apostar num crescimento sustentado e sustentável, em vez de procurar um crescimento rápido assente em bases pouco sólidas.
"O objetivo continua a ser transformar positivamente a vida dos alunos"
Que papel têm, hoje, as redes sociais e o conteúdo na construção da marca e na relação com a comunidade?
P.C. — As redes sociais e o conteúdo têm um papel absolutamente crucial. É uma área a que tenho dedicado naturalmente tempo, energia e atenção, precisamente para garantir que a nossa mensagem é transmitida da forma certa. Este é também um dos grandes desafios da era em que vivemos, em que a atenção se tornou um recurso cada vez mais escasso. Olhamos para as redes sociais como a ferramenta mais eficaz que temos para comunicar com o público e com a nossa comunidade, e para dar a conhecer o nosso trabalho, aquilo que fazemos, os problemas que resolvemos e os resultados que conseguimos proporcionar aos nossos alunos.
Que ambição tens para a TSC daqui a cinco anos?
P.C. — Quero que a TSC seja capaz de impactar mais pessoas, sem nunca desvirtuar a nossa missão e o nosso propósito. O objetivo continua a ser transformar positivamente a vida dos alunos e dos colaboradores, através de uma abordagem integrativa e personalizada à saúde, à performance e à longevidade. Mais do que crescer por crescer, interessa-nos crescer com sentido e com coerência.

#Protagonistas
Como Pedro Correia construiu uma marca de treino focada na longevidade e na comunidade
Chama-se The Strength Clinic, fica no coração de Alcântara, em Lisboa, e nos últimos nove anos, foi construindo um caminho próprio num mercado saturado de promessas rápidas e resultados imediatos. Mais do que um espaço de exercício físico, tornou-se um projeto com uma visão clara sobre saúde, longevidade e desenvolvimento humano. Nesta entrevista, Pedro Correia explica como se constrói uma marca com propósito, como se cria comunidade e porque prefere crescer devagar, com bases sólidas, a crescer depressa, mas sem estrutura.
Quando olhas para estes nove anos de percurso, em que momento sentiste que a The Strength Clinic deixou de ser apenas um espaço de treino e passou a ser uma marca, e a impactar uma comunidade?
PEDRO CORREIA — Na realidade, nunca considerei a TSC apenas como um espaço de treino, pelo menos no sentido mais comum do mundo do exercício físico ou do fitness, no qual a aprendizagem e a progressão individual tendem a ser pouco valorizadas. Desde o início, encarei a TSC como um espaço de aprendizagem e de desenvolvimento pessoal. Uma marca que se reflete naquilo que defendemos e em que acreditamos: o desenvolvimento da literacia física, entendida como consciência e competência de movimento, e o desenvolvimento atlético, enquanto capacidade de trabalho e funcional. Tudo isto com um objetivo claro: construir uma saúde e uma longevidade física e cognitiva mais robustas.

Pedro Correia fundou a The Strength Clinic há 9 anos
Recuando no tempo, diz-nos: que decisões iniciais foram determinantes para criar uma identidade própria num mercado tão competitivo como o do fitness em Lisboa?
P.C. — Sem dúvida, a aposta em proporcionar uma experiência de treino de elevada qualidade, assente num acompanhamento próximo e em profissionais bem preparados, tanto do ponto de vista técnico como humano. Desde o início, foi igualmente essencial construir um processo sólido, sustentado quer no conhecimento científico, quer na minha própria experiência empírica e percurso pessoal. Tão importante quanto isso tem sido a coragem de permanecermos fiéis aos nossos valores e àquilo em que acreditamos ser o melhor caminho para cada pessoa, tendo sempre em conta as suas necessidades, as suas circunstâncias de vida e o seu desenvolvimento a longo prazo.
Como referiste, a TSC tem, desde o início, um posicionamento distinto, com uma aposta clara na longevidade e na performance. Queres guiar-nos, resumidamente, pelo caminho até chegares a esse tal posicionamento?
P.C. — O posicionamento derivou, em grande parte, da minha experiência pessoal. Por um lado, enquanto atleta de natação, aliado ao conhecimento que fui procurando e assimilando, ao longo dos anos. Isso levou-me a questionar a segurança e a eficácia das diferentes práticas desportivas para promover a saúde e uma longevidade funcional. Ou seja, ganhar a clareza de que o objetivo do desporto não é só a saúde e a melhoria da função corporal, mas sim a performance e/ou o resultado naquele desporto. Por outro lado, o meu historial enquanto sobrevivente de cancro, uma vez que tive um Linfoma de Hodgkin aos 25 anos. Isso levou-me a aprofundar o interesse nas áreas da saúde em vários domínios, nomeadamente físico, mental, emocional e espiritual; bem como na otimização da performance humana; na longevidade. No que diz respeito ao exercício, levou-me a perceber o papel fundamental de uma programação de treino inteligente para alcançar os melhores resultados.
"Acredito que as pessoas se identificam com o nosso trabalho"
Hoje fala-se muito de comunidade. O que é que isso significa, na prática, dentro da TSC?
P.C. — A meu ver, significa partilhar um conjunto de valores que geram uma ressonância emocional, em maior ou menor grau, em cada pessoa. Acredito que as pessoas se identificam com o nosso trabalho, e com a forma como fazemos as coisas por cá. Isso fá-las sentirem-se mais próximas, mais conectadas, mais valorizadas e, de certa forma, mais envolvidas no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento individual. Este sentimento de pertença é, naturalmente, contagioso e, quando essas energias se expressam, não apenas entre os nossos alunos, mas também entre os membros da nossa equipa, todos crescemos mais e ficamos mais fortes.

A The Strength Clinic tem aulas privadas, semi-privadas e de grupo até 12 pessoas, com treinos de força, metabólicos e de regeneração
Como se mantém uma marca de desporto relevante, ao fim de nove anos, sem perder a essência do que esteve na origem do projeto?
P.C. — Creio que passa por acreditar que aquilo que fazemos serve um propósito maior, faz a diferença e contribui para melhorar a vida das pessoas. Acreditar que conseguimos resolver ou atenuar alguns problemas de saúde, que podemos contribuir para uma existência humana mais consciente e mais robusta. No fundo, acreditar que a melhor forma da vida das pessoas está no futuro e não no passado, independentemente da idade cronológica de cada um.
Houve momentos em que foi preciso escolher entre crescer mais depressa ou crescer de forma mais sustentável? Como é que se tomam essas decisões?
P.C. — Tal como na nossa abordagem ao exercício, onde o foco está sempre no longo prazo, também no crescimento da marca a lógica tem sido exatamente a mesma. Acredito profundamente na importância de construir boas fundações, e isso leva tempo. Criar bons alicerces, equipas e sistemas robustos é um processo demorado e exige paciência. Por essa razão, tenho sempre preferido apostar num crescimento sustentado e sustentável, em vez de procurar um crescimento rápido assente em bases pouco sólidas.
"O objetivo continua a ser transformar positivamente a vida dos alunos"
Que papel têm, hoje, as redes sociais e o conteúdo na construção da marca e na relação com a comunidade?
P.C. — As redes sociais e o conteúdo têm um papel absolutamente crucial. É uma área a que tenho dedicado naturalmente tempo, energia e atenção, precisamente para garantir que a nossa mensagem é transmitida da forma certa. Este é também um dos grandes desafios da era em que vivemos, em que a atenção se tornou um recurso cada vez mais escasso. Olhamos para as redes sociais como a ferramenta mais eficaz que temos para comunicar com o público e com a nossa comunidade, e para dar a conhecer o nosso trabalho, aquilo que fazemos, os problemas que resolvemos e os resultados que conseguimos proporcionar aos nossos alunos.
Que ambição tens para a TSC daqui a cinco anos?
P.C. — Quero que a TSC seja capaz de impactar mais pessoas, sem nunca desvirtuar a nossa missão e o nosso propósito. O objetivo continua a ser transformar positivamente a vida dos alunos e dos colaboradores, através de uma abordagem integrativa e personalizada à saúde, à performance e à longevidade. Mais do que crescer por crescer, interessa-nos crescer com sentido e com coerência.

#Protagonistas
Como Pedro Correia construiu uma marca de treino focada na longevidade e na comunidade
Chama-se The Strength Clinic, fica no coração de Alcântara, em Lisboa, e nos últimos nove anos, foi construindo um caminho próprio num mercado saturado de promessas rápidas e resultados imediatos. Mais do que um espaço de exercício físico, tornou-se um projeto com uma visão clara sobre saúde, longevidade e desenvolvimento humano. Nesta entrevista, Pedro Correia explica como se constrói uma marca com propósito, como se cria comunidade e porque prefere crescer devagar, com bases sólidas, a crescer depressa, mas sem estrutura.
Quando olhas para estes nove anos de percurso, em que momento sentiste que a The Strength Clinic deixou de ser apenas um espaço de treino e passou a ser uma marca, e a impactar uma comunidade?
PEDRO CORREIA — Na realidade, nunca considerei a TSC apenas como um espaço de treino, pelo menos no sentido mais comum do mundo do exercício físico ou do fitness, no qual a aprendizagem e a progressão individual tendem a ser pouco valorizadas. Desde o início, encarei a TSC como um espaço de aprendizagem e de desenvolvimento pessoal. Uma marca que se reflete naquilo que defendemos e em que acreditamos: o desenvolvimento da literacia física, entendida como consciência e competência de movimento, e o desenvolvimento atlético, enquanto capacidade de trabalho e funcional. Tudo isto com um objetivo claro: construir uma saúde e uma longevidade física e cognitiva mais robustas.

Pedro Correia fundou a The Strength Clinic há 9 anos
Recuando no tempo, diz-nos: que decisões iniciais foram determinantes para criar uma identidade própria num mercado tão competitivo como o do fitness em Lisboa?
P.C. — Sem dúvida, a aposta em proporcionar uma experiência de treino de elevada qualidade, assente num acompanhamento próximo e em profissionais bem preparados, tanto do ponto de vista técnico como humano. Desde o início, foi igualmente essencial construir um processo sólido, sustentado quer no conhecimento científico, quer na minha própria experiência empírica e percurso pessoal. Tão importante quanto isso tem sido a coragem de permanecermos fiéis aos nossos valores e àquilo em que acreditamos ser o melhor caminho para cada pessoa, tendo sempre em conta as suas necessidades, as suas circunstâncias de vida e o seu desenvolvimento a longo prazo.
Como referiste, a TSC tem, desde o início, um posicionamento distinto, com uma aposta clara na longevidade e na performance. Queres guiar-nos, resumidamente, pelo caminho até chegares a esse tal posicionamento?
P.C. — O posicionamento derivou, em grande parte, da minha experiência pessoal. Por um lado, enquanto atleta de natação, aliado ao conhecimento que fui procurando e assimilando, ao longo dos anos. Isso levou-me a questionar a segurança e a eficácia das diferentes práticas desportivas para promover a saúde e uma longevidade funcional. Ou seja, ganhar a clareza de que o objetivo do desporto não é só a saúde e a melhoria da função corporal, mas sim a performance e/ou o resultado naquele desporto. Por outro lado, o meu historial enquanto sobrevivente de cancro, uma vez que tive um Linfoma de Hodgkin aos 25 anos. Isso levou-me a aprofundar o interesse nas áreas da saúde em vários domínios, nomeadamente físico, mental, emocional e espiritual; bem como na otimização da performance humana; na longevidade. No que diz respeito ao exercício, levou-me a perceber o papel fundamental de uma programação de treino inteligente para alcançar os melhores resultados.
"Acredito que as pessoas se identificam com o nosso trabalho"
Hoje fala-se muito de comunidade. O que é que isso significa, na prática, dentro da TSC?
P.C. — A meu ver, significa partilhar um conjunto de valores que geram uma ressonância emocional, em maior ou menor grau, em cada pessoa. Acredito que as pessoas se identificam com o nosso trabalho, e com a forma como fazemos as coisas por cá. Isso fá-las sentirem-se mais próximas, mais conectadas, mais valorizadas e, de certa forma, mais envolvidas no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento individual. Este sentimento de pertença é, naturalmente, contagioso e, quando essas energias se expressam, não apenas entre os nossos alunos, mas também entre os membros da nossa equipa, todos crescemos mais e ficamos mais fortes.

A The Strength Clinic tem aulas privadas, semi-privadas e de grupo até 12 pessoas, com treinos de força, metabólicos e de regeneração
Como se mantém uma marca de desporto relevante, ao fim de nove anos, sem perder a essência do que esteve na origem do projeto?
P.C. — Creio que passa por acreditar que aquilo que fazemos serve um propósito maior, faz a diferença e contribui para melhorar a vida das pessoas. Acreditar que conseguimos resolver ou atenuar alguns problemas de saúde, que podemos contribuir para uma existência humana mais consciente e mais robusta. No fundo, acreditar que a melhor forma da vida das pessoas está no futuro e não no passado, independentemente da idade cronológica de cada um.
Houve momentos em que foi preciso escolher entre crescer mais depressa ou crescer de forma mais sustentável? Como é que se tomam essas decisões?
P.C. — Tal como na nossa abordagem ao exercício, onde o foco está sempre no longo prazo, também no crescimento da marca a lógica tem sido exatamente a mesma. Acredito profundamente na importância de construir boas fundações, e isso leva tempo. Criar bons alicerces, equipas e sistemas robustos é um processo demorado e exige paciência. Por essa razão, tenho sempre preferido apostar num crescimento sustentado e sustentável, em vez de procurar um crescimento rápido assente em bases pouco sólidas.
"O objetivo continua a ser transformar positivamente a vida dos alunos"
Que papel têm, hoje, as redes sociais e o conteúdo na construção da marca e na relação com a comunidade?
P.C. — As redes sociais e o conteúdo têm um papel absolutamente crucial. É uma área a que tenho dedicado naturalmente tempo, energia e atenção, precisamente para garantir que a nossa mensagem é transmitida da forma certa. Este é também um dos grandes desafios da era em que vivemos, em que a atenção se tornou um recurso cada vez mais escasso. Olhamos para as redes sociais como a ferramenta mais eficaz que temos para comunicar com o público e com a nossa comunidade, e para dar a conhecer o nosso trabalho, aquilo que fazemos, os problemas que resolvemos e os resultados que conseguimos proporcionar aos nossos alunos.
Que ambição tens para a TSC daqui a cinco anos?
P.C. — Quero que a TSC seja capaz de impactar mais pessoas, sem nunca desvirtuar a nossa missão e o nosso propósito. O objetivo continua a ser transformar positivamente a vida dos alunos e dos colaboradores, através de uma abordagem integrativa e personalizada à saúde, à performance e à longevidade. Mais do que crescer por crescer, interessa-nos crescer com sentido e com coerência.



