#Motivação

Música ao vivo pode gerar impacto económico nas cidades, revela estudo do IPAM

O estudo analisou os concertos realizados por Pedro Abrunhosa em Portugal ao longo de 2025 e estima um impacto económico direto de cerca de 25 milhões de euros.

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22 de mai. de 2026, 08:09

A música ao vivo pode ser um motor relevante de dinamização económica para as cidades, com impacto direto em setores como restauração, alojamento, comércio, mobilidade e lazer. A conclusão é de um estudo do IPAM.

Mais do que medir o desempenho de uma digressão, a investigação procurou perceber o efeito que os espetáculos têm nos territórios onde acontecem. Segundo o estudo, os concertos ao ar livre, que reuniram mais de 435 mil espectadores, concentraram um impacto económico estimado de 20 milhões de euros, com um gasto médio de 43 euros por espectador. Já os espetáculos em recinto fechado, com cerca de 65,5 mil espectadores, representaram aproximadamente 5 milhões de euros, com uma despesa média de 55 euros por pessoa.

A análise, descrita como inédita na indústria da música nacional, baseia-se em 933 respostas válidas recolhidas junto de espectadores de concertos realizados em diferentes pontos do país. O estudo avaliou despesas associadas a alimentação, deslocação, alojamento, compras e atividades de lazer, distinguindo entre espectadores residentes e não residentes nas cidades onde decorreram os espetáculos.

Um dos dados centrais está na capacidade destes eventos para atrair visitantes. Mais de metade dos inquiridos (55%) não residia na cidade onde assistiu ao concerto. Entre estes espectadores não residentes, 95% afirmou ter viajado especificamente para assistir ao concerto, o que reforça o papel da música ao vivo como motivo de deslocação e não apenas como complemento de uma visita já prevista.

O impacto não se limita ao bilhete ou ao momento do espetáculo. Entre os visitantes não residentes, a despesa média estimada atinge 24,1 euros em deslocação, 22,5 euros em alimentação e 62,6 euros por noite em alojamento, no caso dos que pernoitam. A estadia média, entre quem fica alojado, é de 2,38 noites, indicando que o efeito económico pode prolongar-se para lá do dia do concerto.

O estudo identifica ainda despesas complementares em compras e atividades culturais e de lazer, com valores médios estimados de 34,3 euros e 27,9 euros, respetivamente. Ainda assim, há margem para crescer: 56% dos visitantes refere não realizar qualquer atividade adicional na cidade, um dado que aponta para potencial de articulação entre programação cultural, hotelaria, restauração, comércio e operadores turísticos.

Para as autoras do estudo, Ana Ramires e Isabel Machado, investigadoras do IPAM Porto, os concertos podem funcionar como ponto de partida para experiências mais completas e integradas. “Quando existe capacidade para transformar o espetáculo numa experiência mais alargada, as cidades conseguem aumentar tempo de permanência, consumo e ligação emocional dos visitantes ao destino”, afirmam.

Também entre os espectadores residentes há impacto económico, embora com padrões diferentes. Neste grupo, 75% deslocou-se de carro para assistir aos espetáculos e 16% a pé. A alimentação concentra a maior despesa média, com 11,7 euros por pessoa, seguida das deslocações, com 6,9 euros. Metade dos residentes refere gastar até cinco euros em deslocação e metade indica não ter tido despesa em alimentação fora de casa.

A dimensão social dos concertos também aparece nos resultados. Segundo o estudo, 94% dos espectadores vai acompanhado, sobretudo por parceiro ou família, o que potencia consumos coletivos em setores como restauração e comércio nas cidades anfitriãs.

Ao nível da comunicação, as redes sociais surgem como principal canal de mobilização. Quase metade dos inquiridos (47%) diz ter tomado conhecimento dos concertos através de canais digitais, acima da publicidade local, referida por 16%, e das recomendações de amigos e familiares, apontadas por 14%.

A investigação foi desenvolvida pelo IPAM Porto e recorreu a dados recolhidos presencialmente em concertos realizados em Guimarães e Bragança, bem como a questionários online dirigidos a espectadores dos concertos de 2025. A metodologia combina análise dos dados recolhidos com extrapolação para o universo total estimado de público, tendo em conta a tipologia dos concertos e o poder de compra per capita dos municípios onde decorreram.


(C) Foto de Yvette de Wit na Unsplash
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Música ao vivo pode gerar impacto económico nas cidades, revela estudo do IPAM

O estudo analisou os concertos realizados por Pedro Abrunhosa em Portugal ao longo de 2025 e estima um impacto económico direto de cerca de 25 milhões de euros.

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22 de mai. de 2026, 08:09

A música ao vivo pode ser um motor relevante de dinamização económica para as cidades, com impacto direto em setores como restauração, alojamento, comércio, mobilidade e lazer. A conclusão é de um estudo do IPAM.

Mais do que medir o desempenho de uma digressão, a investigação procurou perceber o efeito que os espetáculos têm nos territórios onde acontecem. Segundo o estudo, os concertos ao ar livre, que reuniram mais de 435 mil espectadores, concentraram um impacto económico estimado de 20 milhões de euros, com um gasto médio de 43 euros por espectador. Já os espetáculos em recinto fechado, com cerca de 65,5 mil espectadores, representaram aproximadamente 5 milhões de euros, com uma despesa média de 55 euros por pessoa.

A análise, descrita como inédita na indústria da música nacional, baseia-se em 933 respostas válidas recolhidas junto de espectadores de concertos realizados em diferentes pontos do país. O estudo avaliou despesas associadas a alimentação, deslocação, alojamento, compras e atividades de lazer, distinguindo entre espectadores residentes e não residentes nas cidades onde decorreram os espetáculos.

Um dos dados centrais está na capacidade destes eventos para atrair visitantes. Mais de metade dos inquiridos (55%) não residia na cidade onde assistiu ao concerto. Entre estes espectadores não residentes, 95% afirmou ter viajado especificamente para assistir ao concerto, o que reforça o papel da música ao vivo como motivo de deslocação e não apenas como complemento de uma visita já prevista.

O impacto não se limita ao bilhete ou ao momento do espetáculo. Entre os visitantes não residentes, a despesa média estimada atinge 24,1 euros em deslocação, 22,5 euros em alimentação e 62,6 euros por noite em alojamento, no caso dos que pernoitam. A estadia média, entre quem fica alojado, é de 2,38 noites, indicando que o efeito económico pode prolongar-se para lá do dia do concerto.

O estudo identifica ainda despesas complementares em compras e atividades culturais e de lazer, com valores médios estimados de 34,3 euros e 27,9 euros, respetivamente. Ainda assim, há margem para crescer: 56% dos visitantes refere não realizar qualquer atividade adicional na cidade, um dado que aponta para potencial de articulação entre programação cultural, hotelaria, restauração, comércio e operadores turísticos.

Para as autoras do estudo, Ana Ramires e Isabel Machado, investigadoras do IPAM Porto, os concertos podem funcionar como ponto de partida para experiências mais completas e integradas. “Quando existe capacidade para transformar o espetáculo numa experiência mais alargada, as cidades conseguem aumentar tempo de permanência, consumo e ligação emocional dos visitantes ao destino”, afirmam.

Também entre os espectadores residentes há impacto económico, embora com padrões diferentes. Neste grupo, 75% deslocou-se de carro para assistir aos espetáculos e 16% a pé. A alimentação concentra a maior despesa média, com 11,7 euros por pessoa, seguida das deslocações, com 6,9 euros. Metade dos residentes refere gastar até cinco euros em deslocação e metade indica não ter tido despesa em alimentação fora de casa.

A dimensão social dos concertos também aparece nos resultados. Segundo o estudo, 94% dos espectadores vai acompanhado, sobretudo por parceiro ou família, o que potencia consumos coletivos em setores como restauração e comércio nas cidades anfitriãs.

Ao nível da comunicação, as redes sociais surgem como principal canal de mobilização. Quase metade dos inquiridos (47%) diz ter tomado conhecimento dos concertos através de canais digitais, acima da publicidade local, referida por 16%, e das recomendações de amigos e familiares, apontadas por 14%.

A investigação foi desenvolvida pelo IPAM Porto e recorreu a dados recolhidos presencialmente em concertos realizados em Guimarães e Bragança, bem como a questionários online dirigidos a espectadores dos concertos de 2025. A metodologia combina análise dos dados recolhidos com extrapolação para o universo total estimado de público, tendo em conta a tipologia dos concertos e o poder de compra per capita dos municípios onde decorreram.


(C) Foto de Yvette de Wit na Unsplash

#Motivação

Música ao vivo pode gerar impacto económico nas cidades, revela estudo do IPAM

O estudo analisou os concertos realizados por Pedro Abrunhosa em Portugal ao longo de 2025 e estima um impacto económico direto de cerca de 25 milhões de euros.

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22 de mai. de 2026, 08:09

A música ao vivo pode ser um motor relevante de dinamização económica para as cidades, com impacto direto em setores como restauração, alojamento, comércio, mobilidade e lazer. A conclusão é de um estudo do IPAM.

Mais do que medir o desempenho de uma digressão, a investigação procurou perceber o efeito que os espetáculos têm nos territórios onde acontecem. Segundo o estudo, os concertos ao ar livre, que reuniram mais de 435 mil espectadores, concentraram um impacto económico estimado de 20 milhões de euros, com um gasto médio de 43 euros por espectador. Já os espetáculos em recinto fechado, com cerca de 65,5 mil espectadores, representaram aproximadamente 5 milhões de euros, com uma despesa média de 55 euros por pessoa.

A análise, descrita como inédita na indústria da música nacional, baseia-se em 933 respostas válidas recolhidas junto de espectadores de concertos realizados em diferentes pontos do país. O estudo avaliou despesas associadas a alimentação, deslocação, alojamento, compras e atividades de lazer, distinguindo entre espectadores residentes e não residentes nas cidades onde decorreram os espetáculos.

Um dos dados centrais está na capacidade destes eventos para atrair visitantes. Mais de metade dos inquiridos (55%) não residia na cidade onde assistiu ao concerto. Entre estes espectadores não residentes, 95% afirmou ter viajado especificamente para assistir ao concerto, o que reforça o papel da música ao vivo como motivo de deslocação e não apenas como complemento de uma visita já prevista.

O impacto não se limita ao bilhete ou ao momento do espetáculo. Entre os visitantes não residentes, a despesa média estimada atinge 24,1 euros em deslocação, 22,5 euros em alimentação e 62,6 euros por noite em alojamento, no caso dos que pernoitam. A estadia média, entre quem fica alojado, é de 2,38 noites, indicando que o efeito económico pode prolongar-se para lá do dia do concerto.

O estudo identifica ainda despesas complementares em compras e atividades culturais e de lazer, com valores médios estimados de 34,3 euros e 27,9 euros, respetivamente. Ainda assim, há margem para crescer: 56% dos visitantes refere não realizar qualquer atividade adicional na cidade, um dado que aponta para potencial de articulação entre programação cultural, hotelaria, restauração, comércio e operadores turísticos.

Para as autoras do estudo, Ana Ramires e Isabel Machado, investigadoras do IPAM Porto, os concertos podem funcionar como ponto de partida para experiências mais completas e integradas. “Quando existe capacidade para transformar o espetáculo numa experiência mais alargada, as cidades conseguem aumentar tempo de permanência, consumo e ligação emocional dos visitantes ao destino”, afirmam.

Também entre os espectadores residentes há impacto económico, embora com padrões diferentes. Neste grupo, 75% deslocou-se de carro para assistir aos espetáculos e 16% a pé. A alimentação concentra a maior despesa média, com 11,7 euros por pessoa, seguida das deslocações, com 6,9 euros. Metade dos residentes refere gastar até cinco euros em deslocação e metade indica não ter tido despesa em alimentação fora de casa.

A dimensão social dos concertos também aparece nos resultados. Segundo o estudo, 94% dos espectadores vai acompanhado, sobretudo por parceiro ou família, o que potencia consumos coletivos em setores como restauração e comércio nas cidades anfitriãs.

Ao nível da comunicação, as redes sociais surgem como principal canal de mobilização. Quase metade dos inquiridos (47%) diz ter tomado conhecimento dos concertos através de canais digitais, acima da publicidade local, referida por 16%, e das recomendações de amigos e familiares, apontadas por 14%.

A investigação foi desenvolvida pelo IPAM Porto e recorreu a dados recolhidos presencialmente em concertos realizados em Guimarães e Bragança, bem como a questionários online dirigidos a espectadores dos concertos de 2025. A metodologia combina análise dos dados recolhidos com extrapolação para o universo total estimado de público, tendo em conta a tipologia dos concertos e o poder de compra per capita dos municípios onde decorreram.


(C) Foto de Yvette de Wit na Unsplash
#Motivação

Música ao vivo pode gerar impacto económico nas cidades, revela estudo do IPAM

O estudo analisou os concertos realizados por Pedro Abrunhosa em Portugal ao longo de 2025 e estima um impacto económico direto de cerca de 25 milhões de euros.

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22 de mai. de 2026, 08:09

A música ao vivo pode ser um motor relevante de dinamização económica para as cidades, com impacto direto em setores como restauração, alojamento, comércio, mobilidade e lazer. A conclusão é de um estudo do IPAM.

Mais do que medir o desempenho de uma digressão, a investigação procurou perceber o efeito que os espetáculos têm nos territórios onde acontecem. Segundo o estudo, os concertos ao ar livre, que reuniram mais de 435 mil espectadores, concentraram um impacto económico estimado de 20 milhões de euros, com um gasto médio de 43 euros por espectador. Já os espetáculos em recinto fechado, com cerca de 65,5 mil espectadores, representaram aproximadamente 5 milhões de euros, com uma despesa média de 55 euros por pessoa.

A análise, descrita como inédita na indústria da música nacional, baseia-se em 933 respostas válidas recolhidas junto de espectadores de concertos realizados em diferentes pontos do país. O estudo avaliou despesas associadas a alimentação, deslocação, alojamento, compras e atividades de lazer, distinguindo entre espectadores residentes e não residentes nas cidades onde decorreram os espetáculos.

Um dos dados centrais está na capacidade destes eventos para atrair visitantes. Mais de metade dos inquiridos (55%) não residia na cidade onde assistiu ao concerto. Entre estes espectadores não residentes, 95% afirmou ter viajado especificamente para assistir ao concerto, o que reforça o papel da música ao vivo como motivo de deslocação e não apenas como complemento de uma visita já prevista.

O impacto não se limita ao bilhete ou ao momento do espetáculo. Entre os visitantes não residentes, a despesa média estimada atinge 24,1 euros em deslocação, 22,5 euros em alimentação e 62,6 euros por noite em alojamento, no caso dos que pernoitam. A estadia média, entre quem fica alojado, é de 2,38 noites, indicando que o efeito económico pode prolongar-se para lá do dia do concerto.

O estudo identifica ainda despesas complementares em compras e atividades culturais e de lazer, com valores médios estimados de 34,3 euros e 27,9 euros, respetivamente. Ainda assim, há margem para crescer: 56% dos visitantes refere não realizar qualquer atividade adicional na cidade, um dado que aponta para potencial de articulação entre programação cultural, hotelaria, restauração, comércio e operadores turísticos.

Para as autoras do estudo, Ana Ramires e Isabel Machado, investigadoras do IPAM Porto, os concertos podem funcionar como ponto de partida para experiências mais completas e integradas. “Quando existe capacidade para transformar o espetáculo numa experiência mais alargada, as cidades conseguem aumentar tempo de permanência, consumo e ligação emocional dos visitantes ao destino”, afirmam.

Também entre os espectadores residentes há impacto económico, embora com padrões diferentes. Neste grupo, 75% deslocou-se de carro para assistir aos espetáculos e 16% a pé. A alimentação concentra a maior despesa média, com 11,7 euros por pessoa, seguida das deslocações, com 6,9 euros. Metade dos residentes refere gastar até cinco euros em deslocação e metade indica não ter tido despesa em alimentação fora de casa.

A dimensão social dos concertos também aparece nos resultados. Segundo o estudo, 94% dos espectadores vai acompanhado, sobretudo por parceiro ou família, o que potencia consumos coletivos em setores como restauração e comércio nas cidades anfitriãs.

Ao nível da comunicação, as redes sociais surgem como principal canal de mobilização. Quase metade dos inquiridos (47%) diz ter tomado conhecimento dos concertos através de canais digitais, acima da publicidade local, referida por 16%, e das recomendações de amigos e familiares, apontadas por 14%.

A investigação foi desenvolvida pelo IPAM Porto e recorreu a dados recolhidos presencialmente em concertos realizados em Guimarães e Bragança, bem como a questionários online dirigidos a espectadores dos concertos de 2025. A metodologia combina análise dos dados recolhidos com extrapolação para o universo total estimado de público, tendo em conta a tipologia dos concertos e o poder de compra per capita dos municípios onde decorreram.


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