#Protagonistas

Yolanda Tati: da comunicação à criação de impacto

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27 de nov. de 2025, 15:00

Tens trilhado um caminho de muita tentativa e descoberta. Hoje, além de comunicadora, és empresária. Como foi chegar até aqui? 

Yolanda Tati — Chegar até aqui tem sido viver e gostar. Tem sido permitir-me explorar e experimentar, acertar e errar. Acima de tudo, abrir caminho para que me consiga descobrir, e reinventar, em todas aquelas que são as minhas paixões e interesses, que são bastante vastos. De início, pensei que isso fosse um problema, porque não tinha respostas para aquilo que queria ou procurava, mas, com o tempo, fui descobrindo que existem matéria e ingredientes para fazer um sem-fim de receitas e desfrutar de um sem-fim de bolos, digamos assim. Sou muito gulosa no que toca à vida e tem sido muito bom ver como todas as propostas de serviços, todos os negócios que tenho criado, todos os clientes que me têm abordado, no fundo, procuram de mim aquilo que é o melhor que tenho para dar. Gosto de experimentar e, depois, partilhar com a minha comunidade e com quem possa precisar. Foi assim com a CONTENT NOOOW e, mais recentemente, com o The Freaking Hot Club.

Vamos começar por falar da CONTENT NOOOW, que atua na área do marketing digital. Como, quando e porque decidiste fundar esta agência? 

Y.T. — No dia 7 de outubro de 2017, publiquei o meu primeiro vídeo no YouTube. Nessa altura, eu editava, gravava, publicava, fazia absolutamente tudo sozinha. Isso deu-me um vasto conhecimento sobre tudo o que envolve o trabalho no digital e, durante muito tempo, eu pensava: “Um dia, hei de ter a minha própria equipa para me ajudar a fazer conteúdo”. Corta para 1 de setembro de 2023, quando nasce a CONTENT NOOOW. Percebi que, mais do que ter uma equipa que nos produz o conteúdo, é necessário ter uma estratégia, uma visão heterogénea e multidimensional daquilo que se passa nas múltiplas plataformas: YouTube, Instagram, TikTok, Facebook, LinkedIn. A CONTENT NOOOW surge no sentido de democratizar as redes sociais e o marketing digital para empresas tipicamente tradicionais.


Fazer posts, toda a gente faz, mas falta a estratégia, o storytelling, o posicionamento


Qual é o perfil do vosso cliente?

Y.T. — Desde empresas de construção a consultórios de saúde feminina; temos osteopatas, psicólogos; trabalhamos com a tão conhecida, e carismática, enfermeira Carmen… A CONTENT NOOOW surge no mercado para juntar a estratégia, a operacionalidade e a comunicação de alto alcance, dirigida a empresas que, por vezes, passam dos avós para os pais e para os filhos. São estruturas onde, muitas vezes, não existe um departamento de marketing ou profissionais qualificados para o trabalho nas redes sociais. Identificámos este problema, criámos a equipa e fundámos a empresa. 

Ainda existe aquela ideia de que qualquer um pode fazer posts nas redes sociais, não é?

Y.T. — É uma ideia errada, que queremos combater. Fazer posts, toda a gente faz, mas falta a estratégia, o storytelling, o posicionamento, a narrativa, o tom, a análise constante do mercado e das tendências, a adequação do conteúdo… Trata-se de um conhecimento muito específico e é onde eu atuo, coordenando os nossos pacotes de gestão de redes sociais. Além disso, fazemos também mentoria e consultoria, através da Content Academy, onde lancei, em setembro, o meu curso online de criação de conteúdo e escrita de roteiros.

No fundo, houve um momento em que fez sentido para ti partilhar esse conhecimento acumulado através da experiência, certo?

Y.T. — Os anos de bagagem, o know-how, a forma como eu vivenciei as alterações no meio, a forma como me fui mantendo relevante, deram-me confiança e certeza de que tenho algo diferenciado para oferecer aos meus clientes. E, portanto, mais do que permanecer como criadora de conteúdos, e à mercê de limitadas oportunidades, senti-me com vontade de correr atrás de mais e de criar as minhas próprias oportunidades, usando a meu favor aquilo que tenho, que tem sido o meu trabalho e a minha experiência. Tudo isto leva-me a outro nível, em que eu me desafio a estar atualizada e a acompanhar o mercado, para conseguir acrescentar mais valor, tanto aos meus clientes, como a mim própria, enquanto criadora de conteúdos e host, que continuo a ser.


Estou focada na parte de estratégia e gestão de clientes


O foco da CONTENT NOOOW foram sempre os pequenos empresários? 

Y.T. — O nosso papel é democratizar o efeito positivo de uma boa comunicação nas redes sociais. Percebemos que as pequenas empresas, tendo tanta história e tanto know-how nos seus setores de atividade, nas suas áreas regionais, também procuram estes serviços, e também têm movimento e capital para contratar. Nós cá estamos, para fazer um bom serviço.

Qual a dimensão da equipa atual da CONTENT NOOOW?

Y.T. — Eu sou sócia-gerente e estou focada na parte de estratégia e gestão de clientes. O Marco Turco, meu sócio e meu marido, está na parte financeira e na parte legal, conjugando tudo o que é compliance e gestão. Depois, contamos com mais seis elementos, desde assistente de direção, assistente de produção, produtora e accounts. Ao todo, a equipa é composta por oito colaboradores.

Criaste recentemente um novo projeto: o Freaking Hot Club. Qual o balanço das primeiras semanas?

Y.T. — Felizmente, o balanço é incrível, surpreendente, fenomenal, épico. Estou muito satisfeita. Na realidade, ainda não consigo acreditar que tudo isto está realmente a acontecer, porque o The Freaking Hot Club começou por ser uma visão bastante ousada daquilo que eu tinha imaginado como sendo um ambiente seguro para as mulheres: divertido e, ao mesmo tempo, que promove saúde, bem-estar, com foco na melhoria contínua do nosso ser. Daí o conceito ser fast, fit and fun. A envolvência do espaço trouxe mais e mais pessoas. Temos estado sempre esgotados. Não tenho mesmo palavras.

No fundo, chegaste àquele ponto em que as tuas experiências pessoais estão profundamente conectadas com os teus projetos profissionais. Dirias que esse é um dos segredos para o sucesso?

Y.T. — Bingo, é exatamente isso! Esse é o meu maior asset, é o meu verdadeiro trunfo. É fazer com que a minha verdade, e as minhas paixões, transpareçam através daquilo que crio. O propósito, quando se junta ao serviço, traz efeitos mágicos.

Que conselhos dás a quem quer criar o próprio negócio?

Y.T. — Começa. Vai. Nunca estarás pronto, nunca terás todas as respostas. É só mesmo começar. É pegar por algum lado e executar, trabalhar, observar muitas pessoas, pedir muitos conselhos, fazer muitas perguntas. Replicar aquilo que admiramos, aquilo que gostamos, e depois, ir adicionando o nosso toque pessoal. Acima de tudo, não ter medo, não ter vergonha, ser ousado e permitir-se. Permitir-se ir um bocadinho mais longe, permitir-se errar. E, basicamente, ser consistente. Esse é o ponto mais importante: a consistência.

Qual o maior erro e a maior aprendizagem que fizeste ao longo destes primeiros anos enquanto empresária? 

Y.T. — O meu maior erro foi, sem dúvida, pensar que ninguém conseguiria perceber aquilo que eu precisava e, portanto, não valeria a pena pedir ajuda. Ou seja, de cada vez em que estive sem mãos a medir, e de cada vez que decidi assumir mais uma tarefa, e mais uma tarefa, em vez de me dedicar a fazer um bom casting, ou a formar alguém devidamente, de cada vez que evitei fazer isso, cometi um erro. No nosso plano, temos de incluir o saber pedir ajuda. E não é apenas chamar por alguém, é também garantir que essa pessoa se vai sentir confortável, à vontade, inspirada, estimulada a querer ajudar-nos continuamente. Esse foi o meu maior erro e, também, a minha maior aprendizagem.

Que ambições tens para o futuro, enquanto empreendedora?

Y.T. — Não te posso revelar os meus próximos passos, mas posso dizer, de forma global, que tenho interesse em continuar a fazer crescer a minha comunidade, a minha carteira de clientes, os meus projetos. Além disso, também quero alargar o leque de respostas aos meus clientes e isso vai implicar fazer crescer as minhas equipas. Tudo isso passa por dar maior autonomia aos meus empreendimentos, fazer com que eles não dependam tanto de mim. Sinto que está a ser uma aventura linda, e os próximos capítulos também vão ser incríveis.

#Protagonistas

Yolanda Tati: da comunicação à criação de impacto

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27 de nov. de 2025, 15:00

Tens trilhado um caminho de muita tentativa e descoberta. Hoje, além de comunicadora, és empresária. Como foi chegar até aqui? 

Yolanda Tati — Chegar até aqui tem sido viver e gostar. Tem sido permitir-me explorar e experimentar, acertar e errar. Acima de tudo, abrir caminho para que me consiga descobrir, e reinventar, em todas aquelas que são as minhas paixões e interesses, que são bastante vastos. De início, pensei que isso fosse um problema, porque não tinha respostas para aquilo que queria ou procurava, mas, com o tempo, fui descobrindo que existem matéria e ingredientes para fazer um sem-fim de receitas e desfrutar de um sem-fim de bolos, digamos assim. Sou muito gulosa no que toca à vida e tem sido muito bom ver como todas as propostas de serviços, todos os negócios que tenho criado, todos os clientes que me têm abordado, no fundo, procuram de mim aquilo que é o melhor que tenho para dar. Gosto de experimentar e, depois, partilhar com a minha comunidade e com quem possa precisar. Foi assim com a CONTENT NOOOW e, mais recentemente, com o The Freaking Hot Club.

Vamos começar por falar da CONTENT NOOOW, que atua na área do marketing digital. Como, quando e porque decidiste fundar esta agência? 

Y.T. — No dia 7 de outubro de 2017, publiquei o meu primeiro vídeo no YouTube. Nessa altura, eu editava, gravava, publicava, fazia absolutamente tudo sozinha. Isso deu-me um vasto conhecimento sobre tudo o que envolve o trabalho no digital e, durante muito tempo, eu pensava: “Um dia, hei de ter a minha própria equipa para me ajudar a fazer conteúdo”. Corta para 1 de setembro de 2023, quando nasce a CONTENT NOOOW. Percebi que, mais do que ter uma equipa que nos produz o conteúdo, é necessário ter uma estratégia, uma visão heterogénea e multidimensional daquilo que se passa nas múltiplas plataformas: YouTube, Instagram, TikTok, Facebook, LinkedIn. A CONTENT NOOOW surge no sentido de democratizar as redes sociais e o marketing digital para empresas tipicamente tradicionais.


Fazer posts, toda a gente faz, mas falta a estratégia, o storytelling, o posicionamento


Qual é o perfil do vosso cliente?

Y.T. — Desde empresas de construção a consultórios de saúde feminina; temos osteopatas, psicólogos; trabalhamos com a tão conhecida, e carismática, enfermeira Carmen… A CONTENT NOOOW surge no mercado para juntar a estratégia, a operacionalidade e a comunicação de alto alcance, dirigida a empresas que, por vezes, passam dos avós para os pais e para os filhos. São estruturas onde, muitas vezes, não existe um departamento de marketing ou profissionais qualificados para o trabalho nas redes sociais. Identificámos este problema, criámos a equipa e fundámos a empresa. 

Ainda existe aquela ideia de que qualquer um pode fazer posts nas redes sociais, não é?

Y.T. — É uma ideia errada, que queremos combater. Fazer posts, toda a gente faz, mas falta a estratégia, o storytelling, o posicionamento, a narrativa, o tom, a análise constante do mercado e das tendências, a adequação do conteúdo… Trata-se de um conhecimento muito específico e é onde eu atuo, coordenando os nossos pacotes de gestão de redes sociais. Além disso, fazemos também mentoria e consultoria, através da Content Academy, onde lancei, em setembro, o meu curso online de criação de conteúdo e escrita de roteiros.

No fundo, houve um momento em que fez sentido para ti partilhar esse conhecimento acumulado através da experiência, certo?

Y.T. — Os anos de bagagem, o know-how, a forma como eu vivenciei as alterações no meio, a forma como me fui mantendo relevante, deram-me confiança e certeza de que tenho algo diferenciado para oferecer aos meus clientes. E, portanto, mais do que permanecer como criadora de conteúdos, e à mercê de limitadas oportunidades, senti-me com vontade de correr atrás de mais e de criar as minhas próprias oportunidades, usando a meu favor aquilo que tenho, que tem sido o meu trabalho e a minha experiência. Tudo isto leva-me a outro nível, em que eu me desafio a estar atualizada e a acompanhar o mercado, para conseguir acrescentar mais valor, tanto aos meus clientes, como a mim própria, enquanto criadora de conteúdos e host, que continuo a ser.


Estou focada na parte de estratégia e gestão de clientes


O foco da CONTENT NOOOW foram sempre os pequenos empresários? 

Y.T. — O nosso papel é democratizar o efeito positivo de uma boa comunicação nas redes sociais. Percebemos que as pequenas empresas, tendo tanta história e tanto know-how nos seus setores de atividade, nas suas áreas regionais, também procuram estes serviços, e também têm movimento e capital para contratar. Nós cá estamos, para fazer um bom serviço.

Qual a dimensão da equipa atual da CONTENT NOOOW?

Y.T. — Eu sou sócia-gerente e estou focada na parte de estratégia e gestão de clientes. O Marco Turco, meu sócio e meu marido, está na parte financeira e na parte legal, conjugando tudo o que é compliance e gestão. Depois, contamos com mais seis elementos, desde assistente de direção, assistente de produção, produtora e accounts. Ao todo, a equipa é composta por oito colaboradores.

Criaste recentemente um novo projeto: o Freaking Hot Club. Qual o balanço das primeiras semanas?

Y.T. — Felizmente, o balanço é incrível, surpreendente, fenomenal, épico. Estou muito satisfeita. Na realidade, ainda não consigo acreditar que tudo isto está realmente a acontecer, porque o The Freaking Hot Club começou por ser uma visão bastante ousada daquilo que eu tinha imaginado como sendo um ambiente seguro para as mulheres: divertido e, ao mesmo tempo, que promove saúde, bem-estar, com foco na melhoria contínua do nosso ser. Daí o conceito ser fast, fit and fun. A envolvência do espaço trouxe mais e mais pessoas. Temos estado sempre esgotados. Não tenho mesmo palavras.

No fundo, chegaste àquele ponto em que as tuas experiências pessoais estão profundamente conectadas com os teus projetos profissionais. Dirias que esse é um dos segredos para o sucesso?

Y.T. — Bingo, é exatamente isso! Esse é o meu maior asset, é o meu verdadeiro trunfo. É fazer com que a minha verdade, e as minhas paixões, transpareçam através daquilo que crio. O propósito, quando se junta ao serviço, traz efeitos mágicos.

Que conselhos dás a quem quer criar o próprio negócio?

Y.T. — Começa. Vai. Nunca estarás pronto, nunca terás todas as respostas. É só mesmo começar. É pegar por algum lado e executar, trabalhar, observar muitas pessoas, pedir muitos conselhos, fazer muitas perguntas. Replicar aquilo que admiramos, aquilo que gostamos, e depois, ir adicionando o nosso toque pessoal. Acima de tudo, não ter medo, não ter vergonha, ser ousado e permitir-se. Permitir-se ir um bocadinho mais longe, permitir-se errar. E, basicamente, ser consistente. Esse é o ponto mais importante: a consistência.

Qual o maior erro e a maior aprendizagem que fizeste ao longo destes primeiros anos enquanto empresária? 

Y.T. — O meu maior erro foi, sem dúvida, pensar que ninguém conseguiria perceber aquilo que eu precisava e, portanto, não valeria a pena pedir ajuda. Ou seja, de cada vez em que estive sem mãos a medir, e de cada vez que decidi assumir mais uma tarefa, e mais uma tarefa, em vez de me dedicar a fazer um bom casting, ou a formar alguém devidamente, de cada vez que evitei fazer isso, cometi um erro. No nosso plano, temos de incluir o saber pedir ajuda. E não é apenas chamar por alguém, é também garantir que essa pessoa se vai sentir confortável, à vontade, inspirada, estimulada a querer ajudar-nos continuamente. Esse foi o meu maior erro e, também, a minha maior aprendizagem.

Que ambições tens para o futuro, enquanto empreendedora?

Y.T. — Não te posso revelar os meus próximos passos, mas posso dizer, de forma global, que tenho interesse em continuar a fazer crescer a minha comunidade, a minha carteira de clientes, os meus projetos. Além disso, também quero alargar o leque de respostas aos meus clientes e isso vai implicar fazer crescer as minhas equipas. Tudo isso passa por dar maior autonomia aos meus empreendimentos, fazer com que eles não dependam tanto de mim. Sinto que está a ser uma aventura linda, e os próximos capítulos também vão ser incríveis.

#Protagonistas

Yolanda Tati: da comunicação à criação de impacto

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27 de nov. de 2025, 15:00

Tens trilhado um caminho de muita tentativa e descoberta. Hoje, além de comunicadora, és empresária. Como foi chegar até aqui? 

Yolanda Tati — Chegar até aqui tem sido viver e gostar. Tem sido permitir-me explorar e experimentar, acertar e errar. Acima de tudo, abrir caminho para que me consiga descobrir, e reinventar, em todas aquelas que são as minhas paixões e interesses, que são bastante vastos. De início, pensei que isso fosse um problema, porque não tinha respostas para aquilo que queria ou procurava, mas, com o tempo, fui descobrindo que existem matéria e ingredientes para fazer um sem-fim de receitas e desfrutar de um sem-fim de bolos, digamos assim. Sou muito gulosa no que toca à vida e tem sido muito bom ver como todas as propostas de serviços, todos os negócios que tenho criado, todos os clientes que me têm abordado, no fundo, procuram de mim aquilo que é o melhor que tenho para dar. Gosto de experimentar e, depois, partilhar com a minha comunidade e com quem possa precisar. Foi assim com a CONTENT NOOOW e, mais recentemente, com o The Freaking Hot Club.

Vamos começar por falar da CONTENT NOOOW, que atua na área do marketing digital. Como, quando e porque decidiste fundar esta agência? 

Y.T. — No dia 7 de outubro de 2017, publiquei o meu primeiro vídeo no YouTube. Nessa altura, eu editava, gravava, publicava, fazia absolutamente tudo sozinha. Isso deu-me um vasto conhecimento sobre tudo o que envolve o trabalho no digital e, durante muito tempo, eu pensava: “Um dia, hei de ter a minha própria equipa para me ajudar a fazer conteúdo”. Corta para 1 de setembro de 2023, quando nasce a CONTENT NOOOW. Percebi que, mais do que ter uma equipa que nos produz o conteúdo, é necessário ter uma estratégia, uma visão heterogénea e multidimensional daquilo que se passa nas múltiplas plataformas: YouTube, Instagram, TikTok, Facebook, LinkedIn. A CONTENT NOOOW surge no sentido de democratizar as redes sociais e o marketing digital para empresas tipicamente tradicionais.


Fazer posts, toda a gente faz, mas falta a estratégia, o storytelling, o posicionamento


Qual é o perfil do vosso cliente?

Y.T. — Desde empresas de construção a consultórios de saúde feminina; temos osteopatas, psicólogos; trabalhamos com a tão conhecida, e carismática, enfermeira Carmen… A CONTENT NOOOW surge no mercado para juntar a estratégia, a operacionalidade e a comunicação de alto alcance, dirigida a empresas que, por vezes, passam dos avós para os pais e para os filhos. São estruturas onde, muitas vezes, não existe um departamento de marketing ou profissionais qualificados para o trabalho nas redes sociais. Identificámos este problema, criámos a equipa e fundámos a empresa. 

Ainda existe aquela ideia de que qualquer um pode fazer posts nas redes sociais, não é?

Y.T. — É uma ideia errada, que queremos combater. Fazer posts, toda a gente faz, mas falta a estratégia, o storytelling, o posicionamento, a narrativa, o tom, a análise constante do mercado e das tendências, a adequação do conteúdo… Trata-se de um conhecimento muito específico e é onde eu atuo, coordenando os nossos pacotes de gestão de redes sociais. Além disso, fazemos também mentoria e consultoria, através da Content Academy, onde lancei, em setembro, o meu curso online de criação de conteúdo e escrita de roteiros.

No fundo, houve um momento em que fez sentido para ti partilhar esse conhecimento acumulado através da experiência, certo?

Y.T. — Os anos de bagagem, o know-how, a forma como eu vivenciei as alterações no meio, a forma como me fui mantendo relevante, deram-me confiança e certeza de que tenho algo diferenciado para oferecer aos meus clientes. E, portanto, mais do que permanecer como criadora de conteúdos, e à mercê de limitadas oportunidades, senti-me com vontade de correr atrás de mais e de criar as minhas próprias oportunidades, usando a meu favor aquilo que tenho, que tem sido o meu trabalho e a minha experiência. Tudo isto leva-me a outro nível, em que eu me desafio a estar atualizada e a acompanhar o mercado, para conseguir acrescentar mais valor, tanto aos meus clientes, como a mim própria, enquanto criadora de conteúdos e host, que continuo a ser.


Estou focada na parte de estratégia e gestão de clientes


O foco da CONTENT NOOOW foram sempre os pequenos empresários? 

Y.T. — O nosso papel é democratizar o efeito positivo de uma boa comunicação nas redes sociais. Percebemos que as pequenas empresas, tendo tanta história e tanto know-how nos seus setores de atividade, nas suas áreas regionais, também procuram estes serviços, e também têm movimento e capital para contratar. Nós cá estamos, para fazer um bom serviço.

Qual a dimensão da equipa atual da CONTENT NOOOW?

Y.T. — Eu sou sócia-gerente e estou focada na parte de estratégia e gestão de clientes. O Marco Turco, meu sócio e meu marido, está na parte financeira e na parte legal, conjugando tudo o que é compliance e gestão. Depois, contamos com mais seis elementos, desde assistente de direção, assistente de produção, produtora e accounts. Ao todo, a equipa é composta por oito colaboradores.

Criaste recentemente um novo projeto: o Freaking Hot Club. Qual o balanço das primeiras semanas?

Y.T. — Felizmente, o balanço é incrível, surpreendente, fenomenal, épico. Estou muito satisfeita. Na realidade, ainda não consigo acreditar que tudo isto está realmente a acontecer, porque o The Freaking Hot Club começou por ser uma visão bastante ousada daquilo que eu tinha imaginado como sendo um ambiente seguro para as mulheres: divertido e, ao mesmo tempo, que promove saúde, bem-estar, com foco na melhoria contínua do nosso ser. Daí o conceito ser fast, fit and fun. A envolvência do espaço trouxe mais e mais pessoas. Temos estado sempre esgotados. Não tenho mesmo palavras.

No fundo, chegaste àquele ponto em que as tuas experiências pessoais estão profundamente conectadas com os teus projetos profissionais. Dirias que esse é um dos segredos para o sucesso?

Y.T. — Bingo, é exatamente isso! Esse é o meu maior asset, é o meu verdadeiro trunfo. É fazer com que a minha verdade, e as minhas paixões, transpareçam através daquilo que crio. O propósito, quando se junta ao serviço, traz efeitos mágicos.

Que conselhos dás a quem quer criar o próprio negócio?

Y.T. — Começa. Vai. Nunca estarás pronto, nunca terás todas as respostas. É só mesmo começar. É pegar por algum lado e executar, trabalhar, observar muitas pessoas, pedir muitos conselhos, fazer muitas perguntas. Replicar aquilo que admiramos, aquilo que gostamos, e depois, ir adicionando o nosso toque pessoal. Acima de tudo, não ter medo, não ter vergonha, ser ousado e permitir-se. Permitir-se ir um bocadinho mais longe, permitir-se errar. E, basicamente, ser consistente. Esse é o ponto mais importante: a consistência.

Qual o maior erro e a maior aprendizagem que fizeste ao longo destes primeiros anos enquanto empresária? 

Y.T. — O meu maior erro foi, sem dúvida, pensar que ninguém conseguiria perceber aquilo que eu precisava e, portanto, não valeria a pena pedir ajuda. Ou seja, de cada vez em que estive sem mãos a medir, e de cada vez que decidi assumir mais uma tarefa, e mais uma tarefa, em vez de me dedicar a fazer um bom casting, ou a formar alguém devidamente, de cada vez que evitei fazer isso, cometi um erro. No nosso plano, temos de incluir o saber pedir ajuda. E não é apenas chamar por alguém, é também garantir que essa pessoa se vai sentir confortável, à vontade, inspirada, estimulada a querer ajudar-nos continuamente. Esse foi o meu maior erro e, também, a minha maior aprendizagem.

Que ambições tens para o futuro, enquanto empreendedora?

Y.T. — Não te posso revelar os meus próximos passos, mas posso dizer, de forma global, que tenho interesse em continuar a fazer crescer a minha comunidade, a minha carteira de clientes, os meus projetos. Além disso, também quero alargar o leque de respostas aos meus clientes e isso vai implicar fazer crescer as minhas equipas. Tudo isso passa por dar maior autonomia aos meus empreendimentos, fazer com que eles não dependam tanto de mim. Sinto que está a ser uma aventura linda, e os próximos capítulos também vão ser incríveis.

#Protagonistas

Yolanda Tati: da comunicação à criação de impacto

Da rádio à televisão, do digital ao empreendedorismo, Yolanda Tati construiu um percurso pautado pela autenticidade, pela visão estratégica e pela capacidade de inspirar. Com a CONTENT NOOOW, cria pontes entre marcas e audiências. Com o Freaking Hot Club, constrói comunidade e propósito. A ex-engenheira conversou com o MOTIVO sobre foco, resiliência e a coragem de criar o próprio caminho.

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27 de nov. de 2025, 15:00

Tens trilhado um caminho de muita tentativa e descoberta. Hoje, além de comunicadora, és empresária. Como foi chegar até aqui? 

Yolanda Tati — Chegar até aqui tem sido viver e gostar. Tem sido permitir-me explorar e experimentar, acertar e errar. Acima de tudo, abrir caminho para que me consiga descobrir, e reinventar, em todas aquelas que são as minhas paixões e interesses, que são bastante vastos. De início, pensei que isso fosse um problema, porque não tinha respostas para aquilo que queria ou procurava, mas, com o tempo, fui descobrindo que existem matéria e ingredientes para fazer um sem-fim de receitas e desfrutar de um sem-fim de bolos, digamos assim. Sou muito gulosa no que toca à vida e tem sido muito bom ver como todas as propostas de serviços, todos os negócios que tenho criado, todos os clientes que me têm abordado, no fundo, procuram de mim aquilo que é o melhor que tenho para dar. Gosto de experimentar e, depois, partilhar com a minha comunidade e com quem possa precisar. Foi assim com a CONTENT NOOOW e, mais recentemente, com o The Freaking Hot Club.

Vamos começar por falar da CONTENT NOOOW, que atua na área do marketing digital. Como, quando e porque decidiste fundar esta agência? 

Y.T. — No dia 7 de outubro de 2017, publiquei o meu primeiro vídeo no YouTube. Nessa altura, eu editava, gravava, publicava, fazia absolutamente tudo sozinha. Isso deu-me um vasto conhecimento sobre tudo o que envolve o trabalho no digital e, durante muito tempo, eu pensava: “Um dia, hei de ter a minha própria equipa para me ajudar a fazer conteúdo”. Corta para 1 de setembro de 2023, quando nasce a CONTENT NOOOW. Percebi que, mais do que ter uma equipa que nos produz o conteúdo, é necessário ter uma estratégia, uma visão heterogénea e multidimensional daquilo que se passa nas múltiplas plataformas: YouTube, Instagram, TikTok, Facebook, LinkedIn. A CONTENT NOOOW surge no sentido de democratizar as redes sociais e o marketing digital para empresas tipicamente tradicionais.


Fazer posts, toda a gente faz, mas falta a estratégia, o storytelling, o posicionamento


Qual é o perfil do vosso cliente?

Y.T. — Desde empresas de construção a consultórios de saúde feminina; temos osteopatas, psicólogos; trabalhamos com a tão conhecida, e carismática, enfermeira Carmen… A CONTENT NOOOW surge no mercado para juntar a estratégia, a operacionalidade e a comunicação de alto alcance, dirigida a empresas que, por vezes, passam dos avós para os pais e para os filhos. São estruturas onde, muitas vezes, não existe um departamento de marketing ou profissionais qualificados para o trabalho nas redes sociais. Identificámos este problema, criámos a equipa e fundámos a empresa. 

Ainda existe aquela ideia de que qualquer um pode fazer posts nas redes sociais, não é?

Y.T. — É uma ideia errada, que queremos combater. Fazer posts, toda a gente faz, mas falta a estratégia, o storytelling, o posicionamento, a narrativa, o tom, a análise constante do mercado e das tendências, a adequação do conteúdo… Trata-se de um conhecimento muito específico e é onde eu atuo, coordenando os nossos pacotes de gestão de redes sociais. Além disso, fazemos também mentoria e consultoria, através da Content Academy, onde lancei, em setembro, o meu curso online de criação de conteúdo e escrita de roteiros.

No fundo, houve um momento em que fez sentido para ti partilhar esse conhecimento acumulado através da experiência, certo?

Y.T. — Os anos de bagagem, o know-how, a forma como eu vivenciei as alterações no meio, a forma como me fui mantendo relevante, deram-me confiança e certeza de que tenho algo diferenciado para oferecer aos meus clientes. E, portanto, mais do que permanecer como criadora de conteúdos, e à mercê de limitadas oportunidades, senti-me com vontade de correr atrás de mais e de criar as minhas próprias oportunidades, usando a meu favor aquilo que tenho, que tem sido o meu trabalho e a minha experiência. Tudo isto leva-me a outro nível, em que eu me desafio a estar atualizada e a acompanhar o mercado, para conseguir acrescentar mais valor, tanto aos meus clientes, como a mim própria, enquanto criadora de conteúdos e host, que continuo a ser.


Estou focada na parte de estratégia e gestão de clientes


O foco da CONTENT NOOOW foram sempre os pequenos empresários? 

Y.T. — O nosso papel é democratizar o efeito positivo de uma boa comunicação nas redes sociais. Percebemos que as pequenas empresas, tendo tanta história e tanto know-how nos seus setores de atividade, nas suas áreas regionais, também procuram estes serviços, e também têm movimento e capital para contratar. Nós cá estamos, para fazer um bom serviço.

Qual a dimensão da equipa atual da CONTENT NOOOW?

Y.T. — Eu sou sócia-gerente e estou focada na parte de estratégia e gestão de clientes. O Marco Turco, meu sócio e meu marido, está na parte financeira e na parte legal, conjugando tudo o que é compliance e gestão. Depois, contamos com mais seis elementos, desde assistente de direção, assistente de produção, produtora e accounts. Ao todo, a equipa é composta por oito colaboradores.

Criaste recentemente um novo projeto: o Freaking Hot Club. Qual o balanço das primeiras semanas?

Y.T. — Felizmente, o balanço é incrível, surpreendente, fenomenal, épico. Estou muito satisfeita. Na realidade, ainda não consigo acreditar que tudo isto está realmente a acontecer, porque o The Freaking Hot Club começou por ser uma visão bastante ousada daquilo que eu tinha imaginado como sendo um ambiente seguro para as mulheres: divertido e, ao mesmo tempo, que promove saúde, bem-estar, com foco na melhoria contínua do nosso ser. Daí o conceito ser fast, fit and fun. A envolvência do espaço trouxe mais e mais pessoas. Temos estado sempre esgotados. Não tenho mesmo palavras.

No fundo, chegaste àquele ponto em que as tuas experiências pessoais estão profundamente conectadas com os teus projetos profissionais. Dirias que esse é um dos segredos para o sucesso?

Y.T. — Bingo, é exatamente isso! Esse é o meu maior asset, é o meu verdadeiro trunfo. É fazer com que a minha verdade, e as minhas paixões, transpareçam através daquilo que crio. O propósito, quando se junta ao serviço, traz efeitos mágicos.

Que conselhos dás a quem quer criar o próprio negócio?

Y.T. — Começa. Vai. Nunca estarás pronto, nunca terás todas as respostas. É só mesmo começar. É pegar por algum lado e executar, trabalhar, observar muitas pessoas, pedir muitos conselhos, fazer muitas perguntas. Replicar aquilo que admiramos, aquilo que gostamos, e depois, ir adicionando o nosso toque pessoal. Acima de tudo, não ter medo, não ter vergonha, ser ousado e permitir-se. Permitir-se ir um bocadinho mais longe, permitir-se errar. E, basicamente, ser consistente. Esse é o ponto mais importante: a consistência.

Qual o maior erro e a maior aprendizagem que fizeste ao longo destes primeiros anos enquanto empresária? 

Y.T. — O meu maior erro foi, sem dúvida, pensar que ninguém conseguiria perceber aquilo que eu precisava e, portanto, não valeria a pena pedir ajuda. Ou seja, de cada vez em que estive sem mãos a medir, e de cada vez que decidi assumir mais uma tarefa, e mais uma tarefa, em vez de me dedicar a fazer um bom casting, ou a formar alguém devidamente, de cada vez que evitei fazer isso, cometi um erro. No nosso plano, temos de incluir o saber pedir ajuda. E não é apenas chamar por alguém, é também garantir que essa pessoa se vai sentir confortável, à vontade, inspirada, estimulada a querer ajudar-nos continuamente. Esse foi o meu maior erro e, também, a minha maior aprendizagem.

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