
#Motivação
Pequenos gestos verdes para 2026
Deixou-nos a 1 de outubro de 2025 com um legado de esperança de que cada gesto conta. “Todos os dias temos a oportunidade de fazer pequenas escolhas pelo planeta”. A frase é da famosa ativista, cientista e primatóloga Jane Goodall, nomeada Mensageira da Paz das Nações Unidas e uma das figuras mais carismáticas das últimas décadas. Este artigo é em sua memória, para nos inspirar a um 2026 mais sustentável e consciente, dentro e fora de portas. Porque todos os dias são bons para fazer a diferença.
Desde o que comemos, ao que vestimos, como nos deslocamos e até como passamos férias, cada segmento das nossas vidas pode ser uma excelente oportunidade para começarmos pequenos gestos verdes. O desafio da sustentabilidade não reflete sobre uma viragem radical, mas sim sobre alterações (até pode ser só uma) para vivermos melhor e com mais consciência. O MOTIVO deixa-lhe algumas sugestões para arrancar 2026.
Alimentação – Os relatórios das Nações Unidas confirmam a redução de gases de efeito estufa se optarmos por uma alimentação de base vegetal, ou se pelo menos, reduzirmos a quantidade de proteína animal à mesa. A pecuária já rivaliza com a indústria dos transportes, contribuindo com 14,5‰ para o aquecimento global, segundo dados das Nações Unidas. Entre as várias dietas alternativas, desde a vegetariana, à vegana, passando pela flexitariana e tantas mais, experimente começar por uma refeição vegetariana por semana. Há espaço para receitas muito saborosas e tipicamente portuguesas do Desafio Vegetariano, que já vai na quarta edição, com cada vez mais adeptos que contagiam família e amigos. A plataforma propõe a descoberta de ingredientes vegetais com uma equipa disponível para tirar todas as dúvidas, onde não falta informação completa sobre a pegada de carbono de cada ementa e respetivos preços, em média, sem exceder os 2€ por pessoa. Vai surpreender-se. É só ir a www.desafiovegetariano.com e inscrever-se gratuitamente. Ao vivo e a cores, pode conhecer a food truck do Desafio Vegetariano no próximo dia 17 de janeiro, a partir das 16h, na estação do Rossio. Entre e delicie-se, sem cerimónias.
Casa – Dentro de casa, há um mundo de possibilidades para ajudar o planeta. Planear e organizar a despensa e o frigorífico reduz e muito o desperdício alimentar que se mantém gritante em Portugal. Segundo dados oficiais do Eurostat, a maior parte do desperdício alimentar em Portugal é produzido pelas famílias, cerca de 184 quilos por habitante, posicionando-nos no quarto país da União Europeia onde mais se deita comida fora. Em termos económicos, o Eurostat calcula perdas de cerca de 132 mil milhões de euros na UE. Faça listas de compras, veja o que já tem em casa para não repetir e compre em menos quantidade. Tente reduzir também as embalagens e o plástico dos bens alimentares.
Reciclagem e compostagem – Há progressos, mas é preciso mais resultados e começa, mais uma vez, nas nossas rotinas. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, entre 2024 e 2025, a taxa de reciclagem subiu apenas dois pontos percentuais, continuando atrás das metas previstas. Em 2024, apenas foram recicladas 58,5% das embalagens colocadas no mercado. Um bom truque é ter os ecopontos num sítio fácil em casa e separar sempre. Se tiver dúvidas, a Sociedade Ponto Verde tem tudo explicado online. Quanto à compostagem, comece com cascas de fruta, legumes e ovos. É o passo mais fácil para ir passando a um vizinho que tenha horta ou ir depositando no compostor mais próximo.
Água – As nossas avós eram mestres na poupança de água e o truque do balde da banheira é intemporal. Em 2026, coloque um recipiente que tenha em casa e deixe encher enquanto a água aquece. Use-a para as descargas de autoclismo, para regar plantas ou encher as taças dos seus animais. Feche as torneiras enquanto lava os dentes, as mãos ou a loiça. Tome duches rápidos. Repare na fatura da água a descer. Fora de portas, leve sempre a sua garrafa reutilizável e habitue-se a enchê-la com água da torneira (98% da qualidade da água é excelente em Portugal), evitando a compra de mais plástico.
Roupa – O fast fashion é uma das indústrias mais poluentes do mundo e todos os dias contribui com números preocupantes das emissões de gases de estufa, já para não falar da poluição massiva através do uso excessivo de água e químicos tóxicos. Os microplásticos são outro dos grandes problemas da indústria têxtil, a juntar às emissões de CO2 que contribuem em grande escala para o aquecimento global e para as montanhas de lixo têxtil. Troque as peças que já não usa com amigas e família, e acompanhe a rede Let’s Swap com eventos de moda circular de norte a sul do país. Leve 5 peças em bom estado e traga outras 5 à sua escolha.
Mobilidade – No próximo fim-de-semana, experimente não tocar no carro. Se não conseguir os dois dias, tente ou sábado ou domingo. Vá a pé ao café, jardim ou parque mais próximo de casa. Escolha um trilho na natureza ou à beira-mar, só com efeitos revigorantes na saúde mental e física. O destino é consigo, os metros ou quilómetros também. O importante é começar. Experimente partilhar o carro com um colega para o trabalho ou arrisque os transportes públicos. Comece devagarinho, um dia por semana, e depois vá aumentando.
Que 2026 seja um ano de mudança verdadeira, de maior consciência coletiva e maior certeza de que não temos um planeta B à nossa espera. Temos mesmo, mesmo de cuidar deste. Bom Ano Novo!

#Motivação
Pequenos gestos verdes para 2026
Deixou-nos a 1 de outubro de 2025 com um legado de esperança de que cada gesto conta. “Todos os dias temos a oportunidade de fazer pequenas escolhas pelo planeta”. A frase é da famosa ativista, cientista e primatóloga Jane Goodall, nomeada Mensageira da Paz das Nações Unidas e uma das figuras mais carismáticas das últimas décadas. Este artigo é em sua memória, para nos inspirar a um 2026 mais sustentável e consciente, dentro e fora de portas. Porque todos os dias são bons para fazer a diferença.
Desde o que comemos, ao que vestimos, como nos deslocamos e até como passamos férias, cada segmento das nossas vidas pode ser uma excelente oportunidade para começarmos pequenos gestos verdes. O desafio da sustentabilidade não reflete sobre uma viragem radical, mas sim sobre alterações (até pode ser só uma) para vivermos melhor e com mais consciência. O MOTIVO deixa-lhe algumas sugestões para arrancar 2026.
Alimentação – Os relatórios das Nações Unidas confirmam a redução de gases de efeito estufa se optarmos por uma alimentação de base vegetal, ou se pelo menos, reduzirmos a quantidade de proteína animal à mesa. A pecuária já rivaliza com a indústria dos transportes, contribuindo com 14,5‰ para o aquecimento global, segundo dados das Nações Unidas. Entre as várias dietas alternativas, desde a vegetariana, à vegana, passando pela flexitariana e tantas mais, experimente começar por uma refeição vegetariana por semana. Há espaço para receitas muito saborosas e tipicamente portuguesas do Desafio Vegetariano, que já vai na quarta edição, com cada vez mais adeptos que contagiam família e amigos. A plataforma propõe a descoberta de ingredientes vegetais com uma equipa disponível para tirar todas as dúvidas, onde não falta informação completa sobre a pegada de carbono de cada ementa e respetivos preços, em média, sem exceder os 2€ por pessoa. Vai surpreender-se. É só ir a www.desafiovegetariano.com e inscrever-se gratuitamente. Ao vivo e a cores, pode conhecer a food truck do Desafio Vegetariano no próximo dia 17 de janeiro, a partir das 16h, na estação do Rossio. Entre e delicie-se, sem cerimónias.
Casa – Dentro de casa, há um mundo de possibilidades para ajudar o planeta. Planear e organizar a despensa e o frigorífico reduz e muito o desperdício alimentar que se mantém gritante em Portugal. Segundo dados oficiais do Eurostat, a maior parte do desperdício alimentar em Portugal é produzido pelas famílias, cerca de 184 quilos por habitante, posicionando-nos no quarto país da União Europeia onde mais se deita comida fora. Em termos económicos, o Eurostat calcula perdas de cerca de 132 mil milhões de euros na UE. Faça listas de compras, veja o que já tem em casa para não repetir e compre em menos quantidade. Tente reduzir também as embalagens e o plástico dos bens alimentares.
Reciclagem e compostagem – Há progressos, mas é preciso mais resultados e começa, mais uma vez, nas nossas rotinas. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, entre 2024 e 2025, a taxa de reciclagem subiu apenas dois pontos percentuais, continuando atrás das metas previstas. Em 2024, apenas foram recicladas 58,5% das embalagens colocadas no mercado. Um bom truque é ter os ecopontos num sítio fácil em casa e separar sempre. Se tiver dúvidas, a Sociedade Ponto Verde tem tudo explicado online. Quanto à compostagem, comece com cascas de fruta, legumes e ovos. É o passo mais fácil para ir passando a um vizinho que tenha horta ou ir depositando no compostor mais próximo.
Água – As nossas avós eram mestres na poupança de água e o truque do balde da banheira é intemporal. Em 2026, coloque um recipiente que tenha em casa e deixe encher enquanto a água aquece. Use-a para as descargas de autoclismo, para regar plantas ou encher as taças dos seus animais. Feche as torneiras enquanto lava os dentes, as mãos ou a loiça. Tome duches rápidos. Repare na fatura da água a descer. Fora de portas, leve sempre a sua garrafa reutilizável e habitue-se a enchê-la com água da torneira (98% da qualidade da água é excelente em Portugal), evitando a compra de mais plástico.
Roupa – O fast fashion é uma das indústrias mais poluentes do mundo e todos os dias contribui com números preocupantes das emissões de gases de estufa, já para não falar da poluição massiva através do uso excessivo de água e químicos tóxicos. Os microplásticos são outro dos grandes problemas da indústria têxtil, a juntar às emissões de CO2 que contribuem em grande escala para o aquecimento global e para as montanhas de lixo têxtil. Troque as peças que já não usa com amigas e família, e acompanhe a rede Let’s Swap com eventos de moda circular de norte a sul do país. Leve 5 peças em bom estado e traga outras 5 à sua escolha.
Mobilidade – No próximo fim-de-semana, experimente não tocar no carro. Se não conseguir os dois dias, tente ou sábado ou domingo. Vá a pé ao café, jardim ou parque mais próximo de casa. Escolha um trilho na natureza ou à beira-mar, só com efeitos revigorantes na saúde mental e física. O destino é consigo, os metros ou quilómetros também. O importante é começar. Experimente partilhar o carro com um colega para o trabalho ou arrisque os transportes públicos. Comece devagarinho, um dia por semana, e depois vá aumentando.
Que 2026 seja um ano de mudança verdadeira, de maior consciência coletiva e maior certeza de que não temos um planeta B à nossa espera. Temos mesmo, mesmo de cuidar deste. Bom Ano Novo!

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Pequenos gestos verdes para 2026
Deixou-nos a 1 de outubro de 2025 com um legado de esperança de que cada gesto conta. “Todos os dias temos a oportunidade de fazer pequenas escolhas pelo planeta”. A frase é da famosa ativista, cientista e primatóloga Jane Goodall, nomeada Mensageira da Paz das Nações Unidas e uma das figuras mais carismáticas das últimas décadas. Este artigo é em sua memória, para nos inspirar a um 2026 mais sustentável e consciente, dentro e fora de portas. Porque todos os dias são bons para fazer a diferença.
Desde o que comemos, ao que vestimos, como nos deslocamos e até como passamos férias, cada segmento das nossas vidas pode ser uma excelente oportunidade para começarmos pequenos gestos verdes. O desafio da sustentabilidade não reflete sobre uma viragem radical, mas sim sobre alterações (até pode ser só uma) para vivermos melhor e com mais consciência. O MOTIVO deixa-lhe algumas sugestões para arrancar 2026.
Alimentação – Os relatórios das Nações Unidas confirmam a redução de gases de efeito estufa se optarmos por uma alimentação de base vegetal, ou se pelo menos, reduzirmos a quantidade de proteína animal à mesa. A pecuária já rivaliza com a indústria dos transportes, contribuindo com 14,5‰ para o aquecimento global, segundo dados das Nações Unidas. Entre as várias dietas alternativas, desde a vegetariana, à vegana, passando pela flexitariana e tantas mais, experimente começar por uma refeição vegetariana por semana. Há espaço para receitas muito saborosas e tipicamente portuguesas do Desafio Vegetariano, que já vai na quarta edição, com cada vez mais adeptos que contagiam família e amigos. A plataforma propõe a descoberta de ingredientes vegetais com uma equipa disponível para tirar todas as dúvidas, onde não falta informação completa sobre a pegada de carbono de cada ementa e respetivos preços, em média, sem exceder os 2€ por pessoa. Vai surpreender-se. É só ir a www.desafiovegetariano.com e inscrever-se gratuitamente. Ao vivo e a cores, pode conhecer a food truck do Desafio Vegetariano no próximo dia 17 de janeiro, a partir das 16h, na estação do Rossio. Entre e delicie-se, sem cerimónias.
Casa – Dentro de casa, há um mundo de possibilidades para ajudar o planeta. Planear e organizar a despensa e o frigorífico reduz e muito o desperdício alimentar que se mantém gritante em Portugal. Segundo dados oficiais do Eurostat, a maior parte do desperdício alimentar em Portugal é produzido pelas famílias, cerca de 184 quilos por habitante, posicionando-nos no quarto país da União Europeia onde mais se deita comida fora. Em termos económicos, o Eurostat calcula perdas de cerca de 132 mil milhões de euros na UE. Faça listas de compras, veja o que já tem em casa para não repetir e compre em menos quantidade. Tente reduzir também as embalagens e o plástico dos bens alimentares.
Reciclagem e compostagem – Há progressos, mas é preciso mais resultados e começa, mais uma vez, nas nossas rotinas. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, entre 2024 e 2025, a taxa de reciclagem subiu apenas dois pontos percentuais, continuando atrás das metas previstas. Em 2024, apenas foram recicladas 58,5% das embalagens colocadas no mercado. Um bom truque é ter os ecopontos num sítio fácil em casa e separar sempre. Se tiver dúvidas, a Sociedade Ponto Verde tem tudo explicado online. Quanto à compostagem, comece com cascas de fruta, legumes e ovos. É o passo mais fácil para ir passando a um vizinho que tenha horta ou ir depositando no compostor mais próximo.
Água – As nossas avós eram mestres na poupança de água e o truque do balde da banheira é intemporal. Em 2026, coloque um recipiente que tenha em casa e deixe encher enquanto a água aquece. Use-a para as descargas de autoclismo, para regar plantas ou encher as taças dos seus animais. Feche as torneiras enquanto lava os dentes, as mãos ou a loiça. Tome duches rápidos. Repare na fatura da água a descer. Fora de portas, leve sempre a sua garrafa reutilizável e habitue-se a enchê-la com água da torneira (98% da qualidade da água é excelente em Portugal), evitando a compra de mais plástico.
Roupa – O fast fashion é uma das indústrias mais poluentes do mundo e todos os dias contribui com números preocupantes das emissões de gases de estufa, já para não falar da poluição massiva através do uso excessivo de água e químicos tóxicos. Os microplásticos são outro dos grandes problemas da indústria têxtil, a juntar às emissões de CO2 que contribuem em grande escala para o aquecimento global e para as montanhas de lixo têxtil. Troque as peças que já não usa com amigas e família, e acompanhe a rede Let’s Swap com eventos de moda circular de norte a sul do país. Leve 5 peças em bom estado e traga outras 5 à sua escolha.
Mobilidade – No próximo fim-de-semana, experimente não tocar no carro. Se não conseguir os dois dias, tente ou sábado ou domingo. Vá a pé ao café, jardim ou parque mais próximo de casa. Escolha um trilho na natureza ou à beira-mar, só com efeitos revigorantes na saúde mental e física. O destino é consigo, os metros ou quilómetros também. O importante é começar. Experimente partilhar o carro com um colega para o trabalho ou arrisque os transportes públicos. Comece devagarinho, um dia por semana, e depois vá aumentando.
Que 2026 seja um ano de mudança verdadeira, de maior consciência coletiva e maior certeza de que não temos um planeta B à nossa espera. Temos mesmo, mesmo de cuidar deste. Bom Ano Novo!

#Motivação
Pequenos gestos verdes para 2026
Deixou-nos a 1 de outubro de 2025 com um legado de esperança de que cada gesto conta. “Todos os dias temos a oportunidade de fazer pequenas escolhas pelo planeta”. A frase é da famosa ativista, cientista e primatóloga Jane Goodall, nomeada Mensageira da Paz das Nações Unidas e uma das figuras mais carismáticas das últimas décadas. Este artigo é em sua memória, para nos inspirar a um 2026 mais sustentável e consciente, dentro e fora de portas. Porque todos os dias são bons para fazer a diferença.
Desde o que comemos, ao que vestimos, como nos deslocamos e até como passamos férias, cada segmento das nossas vidas pode ser uma excelente oportunidade para começarmos pequenos gestos verdes. O desafio da sustentabilidade não reflete sobre uma viragem radical, mas sim sobre alterações (até pode ser só uma) para vivermos melhor e com mais consciência. O MOTIVO deixa-lhe algumas sugestões para arrancar 2026.
Alimentação – Os relatórios das Nações Unidas confirmam a redução de gases de efeito estufa se optarmos por uma alimentação de base vegetal, ou se pelo menos, reduzirmos a quantidade de proteína animal à mesa. A pecuária já rivaliza com a indústria dos transportes, contribuindo com 14,5‰ para o aquecimento global, segundo dados das Nações Unidas. Entre as várias dietas alternativas, desde a vegetariana, à vegana, passando pela flexitariana e tantas mais, experimente começar por uma refeição vegetariana por semana. Há espaço para receitas muito saborosas e tipicamente portuguesas do Desafio Vegetariano, que já vai na quarta edição, com cada vez mais adeptos que contagiam família e amigos. A plataforma propõe a descoberta de ingredientes vegetais com uma equipa disponível para tirar todas as dúvidas, onde não falta informação completa sobre a pegada de carbono de cada ementa e respetivos preços, em média, sem exceder os 2€ por pessoa. Vai surpreender-se. É só ir a www.desafiovegetariano.com e inscrever-se gratuitamente. Ao vivo e a cores, pode conhecer a food truck do Desafio Vegetariano no próximo dia 17 de janeiro, a partir das 16h, na estação do Rossio. Entre e delicie-se, sem cerimónias.
Casa – Dentro de casa, há um mundo de possibilidades para ajudar o planeta. Planear e organizar a despensa e o frigorífico reduz e muito o desperdício alimentar que se mantém gritante em Portugal. Segundo dados oficiais do Eurostat, a maior parte do desperdício alimentar em Portugal é produzido pelas famílias, cerca de 184 quilos por habitante, posicionando-nos no quarto país da União Europeia onde mais se deita comida fora. Em termos económicos, o Eurostat calcula perdas de cerca de 132 mil milhões de euros na UE. Faça listas de compras, veja o que já tem em casa para não repetir e compre em menos quantidade. Tente reduzir também as embalagens e o plástico dos bens alimentares.
Reciclagem e compostagem – Há progressos, mas é preciso mais resultados e começa, mais uma vez, nas nossas rotinas. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, entre 2024 e 2025, a taxa de reciclagem subiu apenas dois pontos percentuais, continuando atrás das metas previstas. Em 2024, apenas foram recicladas 58,5% das embalagens colocadas no mercado. Um bom truque é ter os ecopontos num sítio fácil em casa e separar sempre. Se tiver dúvidas, a Sociedade Ponto Verde tem tudo explicado online. Quanto à compostagem, comece com cascas de fruta, legumes e ovos. É o passo mais fácil para ir passando a um vizinho que tenha horta ou ir depositando no compostor mais próximo.
Água – As nossas avós eram mestres na poupança de água e o truque do balde da banheira é intemporal. Em 2026, coloque um recipiente que tenha em casa e deixe encher enquanto a água aquece. Use-a para as descargas de autoclismo, para regar plantas ou encher as taças dos seus animais. Feche as torneiras enquanto lava os dentes, as mãos ou a loiça. Tome duches rápidos. Repare na fatura da água a descer. Fora de portas, leve sempre a sua garrafa reutilizável e habitue-se a enchê-la com água da torneira (98% da qualidade da água é excelente em Portugal), evitando a compra de mais plástico.
Roupa – O fast fashion é uma das indústrias mais poluentes do mundo e todos os dias contribui com números preocupantes das emissões de gases de estufa, já para não falar da poluição massiva através do uso excessivo de água e químicos tóxicos. Os microplásticos são outro dos grandes problemas da indústria têxtil, a juntar às emissões de CO2 que contribuem em grande escala para o aquecimento global e para as montanhas de lixo têxtil. Troque as peças que já não usa com amigas e família, e acompanhe a rede Let’s Swap com eventos de moda circular de norte a sul do país. Leve 5 peças em bom estado e traga outras 5 à sua escolha.
Mobilidade – No próximo fim-de-semana, experimente não tocar no carro. Se não conseguir os dois dias, tente ou sábado ou domingo. Vá a pé ao café, jardim ou parque mais próximo de casa. Escolha um trilho na natureza ou à beira-mar, só com efeitos revigorantes na saúde mental e física. O destino é consigo, os metros ou quilómetros também. O importante é começar. Experimente partilhar o carro com um colega para o trabalho ou arrisque os transportes públicos. Comece devagarinho, um dia por semana, e depois vá aumentando.
Que 2026 seja um ano de mudança verdadeira, de maior consciência coletiva e maior certeza de que não temos um planeta B à nossa espera. Temos mesmo, mesmo de cuidar deste. Bom Ano Novo!




