#Protagonistas

RITA SERRABULHO: “Não precisamos de mais ruído, mas sim de clareza, objetividade e sustentação”

A Thinking Heads já está a atuar em Portugal. A plataforma internacional liga empresas e organizações a alguns dos principais pensadores, especialistas e líderes mundiais. Ajuda-os a levar conhecimento relevante para eventos, decisões estratégicas e processos de transformação. Presente em vários países, funciona como uma ponte entre quem pensa e quem faz, reunindo uma rede global de oradores nas áreas da economia, gestão, ciência, política e cultura.

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9 de jan. de 2026, 17:30

"Com mais de 20 anos de experiência e uma rede global de mais de 5.000 personalidades, a Thinking Heads Speakers é uma consultora especializada no posicionamento e influência de organizações e líderes". Foi desta forma que, num comunicado enviado às redações em setembro de 2025, a Thinking Heads se apresentou ao mercado português. Em termos práticos, é quase como se a consultora fizesse um agenciamento de oradores. Imagine que é uma empresa e quer contratar a apresentadora de televisão Oprah Winfrey para um evento. A partir de agora, pode pedir a ajuda da Thinking Heads Speakers Portugal. O objetivo é tornar o conhecimento mais acessível. A contratação desses oradores pode ir dos três mil ao milhão de euros.

A chegada da Thinking Heads a Portugal, acontece em parceria com a AMP Associates, e vem estruturar o acesso ao pensamento global e dar visibilidade internacional a talento nacional. Nesta fase, já existem 50 personalidades portuguesas incluídas no leque de oradores mundiais. Durão Barroso, Marta Temido e António Damásio são apenas três exemplos. Nesta entrevista, Rita Serrabulho, CEO da AMP Associates e associada da Thinking Heads Portugal, explica o que muda no mercado português com esta plataforma e que tipo de liderança e conhecimento vão ser cada vez mais decisivos nos próximos anos.


Ria Serrabulho é quem está à frente da chegada da Thinking Heads a Portugal


"Uma oportunidade de criar ligações reais"

O que muda, na prática, com a chegada da Thinking Heads ao ecossistema português e em que medida esta plataforma acrescenta algo que ainda não existia em Portugal?

Rita Serrabulho — A Thinking Heads Speakers Portugal traz uma forma diferente de trabalhar as ideias: menos foco no imediato e mais atenção ao que realmente acrescenta valor. Em vez de abordarmos o pensamento como um “produto” pontual, a plataforma coloca o conhecimento no centro das decisões das organizações e das pessoas, com continuidade, foco e propósito. Em Portugal, isso representa uma oportunidade de criar ligações reais entre quem pensa e quem constrói, algo que ainda não existia de forma tão estruturada e estratégica. Como resultado teremos organizações mais preparadas e mais competitivas.

Vivemos uma era de excesso de informação. Qual é, hoje, o verdadeiro valor do conhecimento com curadoria e de quem o representa?

R.S. — O valor está no “filtro”, em conseguir separar o essencial do acessório. Distinguir o que é a informação real da informação falsa ou adulterada. Não precisamos de mais ruído, mas sim de clareza, objetividade e sustentação. O conhecimento com curadoria dá-nos isso: menos caos, mais foco. Quem representa esse conhecimento traz experiência, contexto e relevância. Isso é o que ajuda uma organização ou uma pessoa a transformar informação em ação, com confiança, estratégia e sentido.

Portugal tem talento, mas nem sempre tem visibilidade. Que papel pode a Thinking Heads desempenhar na projeção internacional de líderes, especialistas e pensadores portugueses?

R.S. — A Thinking Heads Speakers Portugal pode ser uma porta para o mundo - não apenas de exposição do seu talento, mas acima de tudo de um maior reconhecimento. Os melhores dos melhores de Portugal, estão agora nesta plataforma ao lado dos melhores dos melhores de todo o mundo, posicionando o nosso conhecimento, das mais diferentes áreas, em palcos internacionais, onde o critério é a qualidade do pensamento e da experiência. Isso permite que vozes portuguesas sejam ouvidas pelo que realmente acrescentam, e não apenas pela sua existência.

"Não se trata de simplesmente “trazer nomes”. Trata-se de trazer ideias que façam sentido aqui e agora"

Enquanto CEO da AMP Associates e Associate da Thinking Heads Portugal, como cruza as duas dimensões da consultoria estratégica e acesso a pensamento global?

R.S. — Cruzo estas duas dimensões de forma muito orgânica no dia a dia. A consultoria estratégica parte sempre de desafios concretos, de decisões que têm impacto real e de contextos muito específicos. O acesso ao pensamento global ajuda a ganhar distância crítica, a ampliar a leitura da realidade e a questionarmo-nos de forma mais pragmática. É nesse equilíbrio entre o concreto, o estratégico e o conceptual que se constrói uma visão mais clara, mais informada e mais preparada para lidar com a complexidade que hoje as organizações atravessam.

O acesso aos “grandes nomes” do pensamento global continua a parecer distante para muitas organizações. A Thinking Heads pode ajudar a democratizar esse acesso ou a torná-lo mais relevante para contextos locais?

R.S. — Sim, e de forma pragmática. Não se trata de simplesmente “trazer nomes”. Trata-se de trazer ideias que façam sentido aqui e agora - para os desafios, a cultura e as oportunidades que temos no nosso contexto. A Thinking Heads Speakers Portugal trabalha essa conexão, traduzindo o que é global para algo que tenha impacto, utilidade e relevância a nível local. Com a Thinking Heads Portugal, qualquer organização de pequena ou média dimensão, pode agora recorrer aos conhecimentos e exemplos de gestores, políticos, cientistas ou artistas, nacionais ou internacionais, através de um contacto telefónico. Algo que era impensável e que não permitia sequer a muitas destas entidades ponderar a possibilidade de levar estas experiências até elas. Mais democrático é difícil.


Rita Serrabulho garante que a chegada da Thinking Heads a Portugal vem profissionalizar o setor


Que desafios identifica hoje para Portugal, enquanto ponte entre geografias, culturas e mercados, e de que forma o conhecimento e a liderança podem ser ferramentas estratégicas nesse posicionamento?

R.S. — O maior desafio é sermos agentes ativos, e não apenas uma ponte física ou geográfica. Portugal pode conectar territórios, mas para isso precisa de líderes e organizações que saibam pensar criticamente, comunicar com clareza e agir com propósito. O conhecimento organizado - e colocado ao serviço de decisões concretas - é uma das formas mais eficazes de transformar essa ponte num lugar de influência, e não apenas de passagem. Temos de ter também a ambição de sermos e fazermos melhor na nossa casa. Não apenas quando vamos fazê-lo lá fora.

"Um líder com influência real não se limita a captar atenção: ajuda as pessoas a pensar melhor"

O que distingue um líder com influência real de alguém apenas visível ou mediático?

R.S. — A diferença está no impacto que permanece para além da exposição. Um líder com influência real não se limita a captar atenção: ajuda as pessoas a pensar melhor, a tomar decisões mais conscientes e a agir de forma mais eficaz. A visibilidade pode ser imediata e passageira, mas a influência constrói-se com consistência e cria confiança ao longo do tempo. Um líder com influência leva a organização a produzir resultados. É essa capacidade de deixar marca - e não apenas uma mensagem - que dá verdadeiro sentido à liderança.

Como é que a Thinking Heads ajuda a trabalhar essa diferença?

R.S. — Ao centrar-se no conteúdo, no contexto e na utilidade das ideias, a Thinking Heads Speakers Portugal privilegia a substância em detrimento da notoriedade. Essa abordagem ajuda líderes a aprofundar o seu pensamento, a comunicar de forma mais estratégica e a impactar numa forma que se sente no tempo - e não apenas quando é apresentado. Por outro lado, os nossos programas sectoriais, permitem que as organizações recebam oradores de primeira linha e desenvolvam e adquiram com eles um conjunto de competências de alta performance com aplicação prática nas próprias empresas.

Olhando para os próximos anos, que tipo de liderança vai ser mais necessária e mais escassa?

R.S. — Vamos precisar de líderes capazes de lidar com a complexidade sem perder clareza, que se apoiem em factos e, acima de tudo, que não abdiquem da sensibilidade humana. Lideranças que conciliem visão e empatia, coragem e humildade, estratégia e propósito. Esse equilíbrio será cada vez mais necessário - e, ao mesmo tempo, cada vez mais raro. É a parte que a IA dificilmente - pelo menos a curto prazo - não conseguirá.

#Protagonistas

RITA SERRABULHO: “Não precisamos de mais ruído, mas sim de clareza, objetividade e sustentação”

A Thinking Heads já está a atuar em Portugal. A plataforma internacional liga empresas e organizações a alguns dos principais pensadores, especialistas e líderes mundiais. Ajuda-os a levar conhecimento relevante para eventos, decisões estratégicas e processos de transformação. Presente em vários países, funciona como uma ponte entre quem pensa e quem faz, reunindo uma rede global de oradores nas áreas da economia, gestão, ciência, política e cultura.

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9 de jan. de 2026, 17:30

"Com mais de 20 anos de experiência e uma rede global de mais de 5.000 personalidades, a Thinking Heads Speakers é uma consultora especializada no posicionamento e influência de organizações e líderes". Foi desta forma que, num comunicado enviado às redações em setembro de 2025, a Thinking Heads se apresentou ao mercado português. Em termos práticos, é quase como se a consultora fizesse um agenciamento de oradores. Imagine que é uma empresa e quer contratar a apresentadora de televisão Oprah Winfrey para um evento. A partir de agora, pode pedir a ajuda da Thinking Heads Speakers Portugal. O objetivo é tornar o conhecimento mais acessível. A contratação desses oradores pode ir dos três mil ao milhão de euros.

A chegada da Thinking Heads a Portugal, acontece em parceria com a AMP Associates, e vem estruturar o acesso ao pensamento global e dar visibilidade internacional a talento nacional. Nesta fase, já existem 50 personalidades portuguesas incluídas no leque de oradores mundiais. Durão Barroso, Marta Temido e António Damásio são apenas três exemplos. Nesta entrevista, Rita Serrabulho, CEO da AMP Associates e associada da Thinking Heads Portugal, explica o que muda no mercado português com esta plataforma e que tipo de liderança e conhecimento vão ser cada vez mais decisivos nos próximos anos.


Ria Serrabulho é quem está à frente da chegada da Thinking Heads a Portugal


"Uma oportunidade de criar ligações reais"

O que muda, na prática, com a chegada da Thinking Heads ao ecossistema português e em que medida esta plataforma acrescenta algo que ainda não existia em Portugal?

Rita Serrabulho — A Thinking Heads Speakers Portugal traz uma forma diferente de trabalhar as ideias: menos foco no imediato e mais atenção ao que realmente acrescenta valor. Em vez de abordarmos o pensamento como um “produto” pontual, a plataforma coloca o conhecimento no centro das decisões das organizações e das pessoas, com continuidade, foco e propósito. Em Portugal, isso representa uma oportunidade de criar ligações reais entre quem pensa e quem constrói, algo que ainda não existia de forma tão estruturada e estratégica. Como resultado teremos organizações mais preparadas e mais competitivas.

Vivemos uma era de excesso de informação. Qual é, hoje, o verdadeiro valor do conhecimento com curadoria e de quem o representa?

R.S. — O valor está no “filtro”, em conseguir separar o essencial do acessório. Distinguir o que é a informação real da informação falsa ou adulterada. Não precisamos de mais ruído, mas sim de clareza, objetividade e sustentação. O conhecimento com curadoria dá-nos isso: menos caos, mais foco. Quem representa esse conhecimento traz experiência, contexto e relevância. Isso é o que ajuda uma organização ou uma pessoa a transformar informação em ação, com confiança, estratégia e sentido.

Portugal tem talento, mas nem sempre tem visibilidade. Que papel pode a Thinking Heads desempenhar na projeção internacional de líderes, especialistas e pensadores portugueses?

R.S. — A Thinking Heads Speakers Portugal pode ser uma porta para o mundo - não apenas de exposição do seu talento, mas acima de tudo de um maior reconhecimento. Os melhores dos melhores de Portugal, estão agora nesta plataforma ao lado dos melhores dos melhores de todo o mundo, posicionando o nosso conhecimento, das mais diferentes áreas, em palcos internacionais, onde o critério é a qualidade do pensamento e da experiência. Isso permite que vozes portuguesas sejam ouvidas pelo que realmente acrescentam, e não apenas pela sua existência.

"Não se trata de simplesmente “trazer nomes”. Trata-se de trazer ideias que façam sentido aqui e agora"

Enquanto CEO da AMP Associates e Associate da Thinking Heads Portugal, como cruza as duas dimensões da consultoria estratégica e acesso a pensamento global?

R.S. — Cruzo estas duas dimensões de forma muito orgânica no dia a dia. A consultoria estratégica parte sempre de desafios concretos, de decisões que têm impacto real e de contextos muito específicos. O acesso ao pensamento global ajuda a ganhar distância crítica, a ampliar a leitura da realidade e a questionarmo-nos de forma mais pragmática. É nesse equilíbrio entre o concreto, o estratégico e o conceptual que se constrói uma visão mais clara, mais informada e mais preparada para lidar com a complexidade que hoje as organizações atravessam.

O acesso aos “grandes nomes” do pensamento global continua a parecer distante para muitas organizações. A Thinking Heads pode ajudar a democratizar esse acesso ou a torná-lo mais relevante para contextos locais?

R.S. — Sim, e de forma pragmática. Não se trata de simplesmente “trazer nomes”. Trata-se de trazer ideias que façam sentido aqui e agora - para os desafios, a cultura e as oportunidades que temos no nosso contexto. A Thinking Heads Speakers Portugal trabalha essa conexão, traduzindo o que é global para algo que tenha impacto, utilidade e relevância a nível local. Com a Thinking Heads Portugal, qualquer organização de pequena ou média dimensão, pode agora recorrer aos conhecimentos e exemplos de gestores, políticos, cientistas ou artistas, nacionais ou internacionais, através de um contacto telefónico. Algo que era impensável e que não permitia sequer a muitas destas entidades ponderar a possibilidade de levar estas experiências até elas. Mais democrático é difícil.


Rita Serrabulho garante que a chegada da Thinking Heads a Portugal vem profissionalizar o setor


Que desafios identifica hoje para Portugal, enquanto ponte entre geografias, culturas e mercados, e de que forma o conhecimento e a liderança podem ser ferramentas estratégicas nesse posicionamento?

R.S. — O maior desafio é sermos agentes ativos, e não apenas uma ponte física ou geográfica. Portugal pode conectar territórios, mas para isso precisa de líderes e organizações que saibam pensar criticamente, comunicar com clareza e agir com propósito. O conhecimento organizado - e colocado ao serviço de decisões concretas - é uma das formas mais eficazes de transformar essa ponte num lugar de influência, e não apenas de passagem. Temos de ter também a ambição de sermos e fazermos melhor na nossa casa. Não apenas quando vamos fazê-lo lá fora.

"Um líder com influência real não se limita a captar atenção: ajuda as pessoas a pensar melhor"

O que distingue um líder com influência real de alguém apenas visível ou mediático?

R.S. — A diferença está no impacto que permanece para além da exposição. Um líder com influência real não se limita a captar atenção: ajuda as pessoas a pensar melhor, a tomar decisões mais conscientes e a agir de forma mais eficaz. A visibilidade pode ser imediata e passageira, mas a influência constrói-se com consistência e cria confiança ao longo do tempo. Um líder com influência leva a organização a produzir resultados. É essa capacidade de deixar marca - e não apenas uma mensagem - que dá verdadeiro sentido à liderança.

Como é que a Thinking Heads ajuda a trabalhar essa diferença?

R.S. — Ao centrar-se no conteúdo, no contexto e na utilidade das ideias, a Thinking Heads Speakers Portugal privilegia a substância em detrimento da notoriedade. Essa abordagem ajuda líderes a aprofundar o seu pensamento, a comunicar de forma mais estratégica e a impactar numa forma que se sente no tempo - e não apenas quando é apresentado. Por outro lado, os nossos programas sectoriais, permitem que as organizações recebam oradores de primeira linha e desenvolvam e adquiram com eles um conjunto de competências de alta performance com aplicação prática nas próprias empresas.

Olhando para os próximos anos, que tipo de liderança vai ser mais necessária e mais escassa?

R.S. — Vamos precisar de líderes capazes de lidar com a complexidade sem perder clareza, que se apoiem em factos e, acima de tudo, que não abdiquem da sensibilidade humana. Lideranças que conciliem visão e empatia, coragem e humildade, estratégia e propósito. Esse equilíbrio será cada vez mais necessário - e, ao mesmo tempo, cada vez mais raro. É a parte que a IA dificilmente - pelo menos a curto prazo - não conseguirá.

#Protagonistas

RITA SERRABULHO: “Não precisamos de mais ruído, mas sim de clareza, objetividade e sustentação”

A Thinking Heads já está a atuar em Portugal. A plataforma internacional liga empresas e organizações a alguns dos principais pensadores, especialistas e líderes mundiais. Ajuda-os a levar conhecimento relevante para eventos, decisões estratégicas e processos de transformação. Presente em vários países, funciona como uma ponte entre quem pensa e quem faz, reunindo uma rede global de oradores nas áreas da economia, gestão, ciência, política e cultura.

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9 de jan. de 2026, 17:30

"Com mais de 20 anos de experiência e uma rede global de mais de 5.000 personalidades, a Thinking Heads Speakers é uma consultora especializada no posicionamento e influência de organizações e líderes". Foi desta forma que, num comunicado enviado às redações em setembro de 2025, a Thinking Heads se apresentou ao mercado português. Em termos práticos, é quase como se a consultora fizesse um agenciamento de oradores. Imagine que é uma empresa e quer contratar a apresentadora de televisão Oprah Winfrey para um evento. A partir de agora, pode pedir a ajuda da Thinking Heads Speakers Portugal. O objetivo é tornar o conhecimento mais acessível. A contratação desses oradores pode ir dos três mil ao milhão de euros.

A chegada da Thinking Heads a Portugal, acontece em parceria com a AMP Associates, e vem estruturar o acesso ao pensamento global e dar visibilidade internacional a talento nacional. Nesta fase, já existem 50 personalidades portuguesas incluídas no leque de oradores mundiais. Durão Barroso, Marta Temido e António Damásio são apenas três exemplos. Nesta entrevista, Rita Serrabulho, CEO da AMP Associates e associada da Thinking Heads Portugal, explica o que muda no mercado português com esta plataforma e que tipo de liderança e conhecimento vão ser cada vez mais decisivos nos próximos anos.


Ria Serrabulho é quem está à frente da chegada da Thinking Heads a Portugal


"Uma oportunidade de criar ligações reais"

O que muda, na prática, com a chegada da Thinking Heads ao ecossistema português e em que medida esta plataforma acrescenta algo que ainda não existia em Portugal?

Rita Serrabulho — A Thinking Heads Speakers Portugal traz uma forma diferente de trabalhar as ideias: menos foco no imediato e mais atenção ao que realmente acrescenta valor. Em vez de abordarmos o pensamento como um “produto” pontual, a plataforma coloca o conhecimento no centro das decisões das organizações e das pessoas, com continuidade, foco e propósito. Em Portugal, isso representa uma oportunidade de criar ligações reais entre quem pensa e quem constrói, algo que ainda não existia de forma tão estruturada e estratégica. Como resultado teremos organizações mais preparadas e mais competitivas.

Vivemos uma era de excesso de informação. Qual é, hoje, o verdadeiro valor do conhecimento com curadoria e de quem o representa?

R.S. — O valor está no “filtro”, em conseguir separar o essencial do acessório. Distinguir o que é a informação real da informação falsa ou adulterada. Não precisamos de mais ruído, mas sim de clareza, objetividade e sustentação. O conhecimento com curadoria dá-nos isso: menos caos, mais foco. Quem representa esse conhecimento traz experiência, contexto e relevância. Isso é o que ajuda uma organização ou uma pessoa a transformar informação em ação, com confiança, estratégia e sentido.

Portugal tem talento, mas nem sempre tem visibilidade. Que papel pode a Thinking Heads desempenhar na projeção internacional de líderes, especialistas e pensadores portugueses?

R.S. — A Thinking Heads Speakers Portugal pode ser uma porta para o mundo - não apenas de exposição do seu talento, mas acima de tudo de um maior reconhecimento. Os melhores dos melhores de Portugal, estão agora nesta plataforma ao lado dos melhores dos melhores de todo o mundo, posicionando o nosso conhecimento, das mais diferentes áreas, em palcos internacionais, onde o critério é a qualidade do pensamento e da experiência. Isso permite que vozes portuguesas sejam ouvidas pelo que realmente acrescentam, e não apenas pela sua existência.

"Não se trata de simplesmente “trazer nomes”. Trata-se de trazer ideias que façam sentido aqui e agora"

Enquanto CEO da AMP Associates e Associate da Thinking Heads Portugal, como cruza as duas dimensões da consultoria estratégica e acesso a pensamento global?

R.S. — Cruzo estas duas dimensões de forma muito orgânica no dia a dia. A consultoria estratégica parte sempre de desafios concretos, de decisões que têm impacto real e de contextos muito específicos. O acesso ao pensamento global ajuda a ganhar distância crítica, a ampliar a leitura da realidade e a questionarmo-nos de forma mais pragmática. É nesse equilíbrio entre o concreto, o estratégico e o conceptual que se constrói uma visão mais clara, mais informada e mais preparada para lidar com a complexidade que hoje as organizações atravessam.

O acesso aos “grandes nomes” do pensamento global continua a parecer distante para muitas organizações. A Thinking Heads pode ajudar a democratizar esse acesso ou a torná-lo mais relevante para contextos locais?

R.S. — Sim, e de forma pragmática. Não se trata de simplesmente “trazer nomes”. Trata-se de trazer ideias que façam sentido aqui e agora - para os desafios, a cultura e as oportunidades que temos no nosso contexto. A Thinking Heads Speakers Portugal trabalha essa conexão, traduzindo o que é global para algo que tenha impacto, utilidade e relevância a nível local. Com a Thinking Heads Portugal, qualquer organização de pequena ou média dimensão, pode agora recorrer aos conhecimentos e exemplos de gestores, políticos, cientistas ou artistas, nacionais ou internacionais, através de um contacto telefónico. Algo que era impensável e que não permitia sequer a muitas destas entidades ponderar a possibilidade de levar estas experiências até elas. Mais democrático é difícil.


Rita Serrabulho garante que a chegada da Thinking Heads a Portugal vem profissionalizar o setor


Que desafios identifica hoje para Portugal, enquanto ponte entre geografias, culturas e mercados, e de que forma o conhecimento e a liderança podem ser ferramentas estratégicas nesse posicionamento?

R.S. — O maior desafio é sermos agentes ativos, e não apenas uma ponte física ou geográfica. Portugal pode conectar territórios, mas para isso precisa de líderes e organizações que saibam pensar criticamente, comunicar com clareza e agir com propósito. O conhecimento organizado - e colocado ao serviço de decisões concretas - é uma das formas mais eficazes de transformar essa ponte num lugar de influência, e não apenas de passagem. Temos de ter também a ambição de sermos e fazermos melhor na nossa casa. Não apenas quando vamos fazê-lo lá fora.

"Um líder com influência real não se limita a captar atenção: ajuda as pessoas a pensar melhor"

O que distingue um líder com influência real de alguém apenas visível ou mediático?

R.S. — A diferença está no impacto que permanece para além da exposição. Um líder com influência real não se limita a captar atenção: ajuda as pessoas a pensar melhor, a tomar decisões mais conscientes e a agir de forma mais eficaz. A visibilidade pode ser imediata e passageira, mas a influência constrói-se com consistência e cria confiança ao longo do tempo. Um líder com influência leva a organização a produzir resultados. É essa capacidade de deixar marca - e não apenas uma mensagem - que dá verdadeiro sentido à liderança.

Como é que a Thinking Heads ajuda a trabalhar essa diferença?

R.S. — Ao centrar-se no conteúdo, no contexto e na utilidade das ideias, a Thinking Heads Speakers Portugal privilegia a substância em detrimento da notoriedade. Essa abordagem ajuda líderes a aprofundar o seu pensamento, a comunicar de forma mais estratégica e a impactar numa forma que se sente no tempo - e não apenas quando é apresentado. Por outro lado, os nossos programas sectoriais, permitem que as organizações recebam oradores de primeira linha e desenvolvam e adquiram com eles um conjunto de competências de alta performance com aplicação prática nas próprias empresas.

Olhando para os próximos anos, que tipo de liderança vai ser mais necessária e mais escassa?

R.S. — Vamos precisar de líderes capazes de lidar com a complexidade sem perder clareza, que se apoiem em factos e, acima de tudo, que não abdiquem da sensibilidade humana. Lideranças que conciliem visão e empatia, coragem e humildade, estratégia e propósito. Esse equilíbrio será cada vez mais necessário - e, ao mesmo tempo, cada vez mais raro. É a parte que a IA dificilmente - pelo menos a curto prazo - não conseguirá.

#Protagonistas

RITA SERRABULHO: “Não precisamos de mais ruído, mas sim de clareza, objetividade e sustentação”

A Thinking Heads já está a atuar em Portugal. A plataforma internacional liga empresas e organizações a alguns dos principais pensadores, especialistas e líderes mundiais. Ajuda-os a levar conhecimento relevante para eventos, decisões estratégicas e processos de transformação. Presente em vários países, funciona como uma ponte entre quem pensa e quem faz, reunindo uma rede global de oradores nas áreas da economia, gestão, ciência, política e cultura.

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9 de jan. de 2026, 17:30

"Com mais de 20 anos de experiência e uma rede global de mais de 5.000 personalidades, a Thinking Heads Speakers é uma consultora especializada no posicionamento e influência de organizações e líderes". Foi desta forma que, num comunicado enviado às redações em setembro de 2025, a Thinking Heads se apresentou ao mercado português. Em termos práticos, é quase como se a consultora fizesse um agenciamento de oradores. Imagine que é uma empresa e quer contratar a apresentadora de televisão Oprah Winfrey para um evento. A partir de agora, pode pedir a ajuda da Thinking Heads Speakers Portugal. O objetivo é tornar o conhecimento mais acessível. A contratação desses oradores pode ir dos três mil ao milhão de euros.

A chegada da Thinking Heads a Portugal, acontece em parceria com a AMP Associates, e vem estruturar o acesso ao pensamento global e dar visibilidade internacional a talento nacional. Nesta fase, já existem 50 personalidades portuguesas incluídas no leque de oradores mundiais. Durão Barroso, Marta Temido e António Damásio são apenas três exemplos. Nesta entrevista, Rita Serrabulho, CEO da AMP Associates e associada da Thinking Heads Portugal, explica o que muda no mercado português com esta plataforma e que tipo de liderança e conhecimento vão ser cada vez mais decisivos nos próximos anos.


Ria Serrabulho é quem está à frente da chegada da Thinking Heads a Portugal


"Uma oportunidade de criar ligações reais"

O que muda, na prática, com a chegada da Thinking Heads ao ecossistema português e em que medida esta plataforma acrescenta algo que ainda não existia em Portugal?

Rita Serrabulho — A Thinking Heads Speakers Portugal traz uma forma diferente de trabalhar as ideias: menos foco no imediato e mais atenção ao que realmente acrescenta valor. Em vez de abordarmos o pensamento como um “produto” pontual, a plataforma coloca o conhecimento no centro das decisões das organizações e das pessoas, com continuidade, foco e propósito. Em Portugal, isso representa uma oportunidade de criar ligações reais entre quem pensa e quem constrói, algo que ainda não existia de forma tão estruturada e estratégica. Como resultado teremos organizações mais preparadas e mais competitivas.

Vivemos uma era de excesso de informação. Qual é, hoje, o verdadeiro valor do conhecimento com curadoria e de quem o representa?

R.S. — O valor está no “filtro”, em conseguir separar o essencial do acessório. Distinguir o que é a informação real da informação falsa ou adulterada. Não precisamos de mais ruído, mas sim de clareza, objetividade e sustentação. O conhecimento com curadoria dá-nos isso: menos caos, mais foco. Quem representa esse conhecimento traz experiência, contexto e relevância. Isso é o que ajuda uma organização ou uma pessoa a transformar informação em ação, com confiança, estratégia e sentido.

Portugal tem talento, mas nem sempre tem visibilidade. Que papel pode a Thinking Heads desempenhar na projeção internacional de líderes, especialistas e pensadores portugueses?

R.S. — A Thinking Heads Speakers Portugal pode ser uma porta para o mundo - não apenas de exposição do seu talento, mas acima de tudo de um maior reconhecimento. Os melhores dos melhores de Portugal, estão agora nesta plataforma ao lado dos melhores dos melhores de todo o mundo, posicionando o nosso conhecimento, das mais diferentes áreas, em palcos internacionais, onde o critério é a qualidade do pensamento e da experiência. Isso permite que vozes portuguesas sejam ouvidas pelo que realmente acrescentam, e não apenas pela sua existência.

"Não se trata de simplesmente “trazer nomes”. Trata-se de trazer ideias que façam sentido aqui e agora"

Enquanto CEO da AMP Associates e Associate da Thinking Heads Portugal, como cruza as duas dimensões da consultoria estratégica e acesso a pensamento global?

R.S. — Cruzo estas duas dimensões de forma muito orgânica no dia a dia. A consultoria estratégica parte sempre de desafios concretos, de decisões que têm impacto real e de contextos muito específicos. O acesso ao pensamento global ajuda a ganhar distância crítica, a ampliar a leitura da realidade e a questionarmo-nos de forma mais pragmática. É nesse equilíbrio entre o concreto, o estratégico e o conceptual que se constrói uma visão mais clara, mais informada e mais preparada para lidar com a complexidade que hoje as organizações atravessam.

O acesso aos “grandes nomes” do pensamento global continua a parecer distante para muitas organizações. A Thinking Heads pode ajudar a democratizar esse acesso ou a torná-lo mais relevante para contextos locais?

R.S. — Sim, e de forma pragmática. Não se trata de simplesmente “trazer nomes”. Trata-se de trazer ideias que façam sentido aqui e agora - para os desafios, a cultura e as oportunidades que temos no nosso contexto. A Thinking Heads Speakers Portugal trabalha essa conexão, traduzindo o que é global para algo que tenha impacto, utilidade e relevância a nível local. Com a Thinking Heads Portugal, qualquer organização de pequena ou média dimensão, pode agora recorrer aos conhecimentos e exemplos de gestores, políticos, cientistas ou artistas, nacionais ou internacionais, através de um contacto telefónico. Algo que era impensável e que não permitia sequer a muitas destas entidades ponderar a possibilidade de levar estas experiências até elas. Mais democrático é difícil.


Rita Serrabulho garante que a chegada da Thinking Heads a Portugal vem profissionalizar o setor


Que desafios identifica hoje para Portugal, enquanto ponte entre geografias, culturas e mercados, e de que forma o conhecimento e a liderança podem ser ferramentas estratégicas nesse posicionamento?

R.S. — O maior desafio é sermos agentes ativos, e não apenas uma ponte física ou geográfica. Portugal pode conectar territórios, mas para isso precisa de líderes e organizações que saibam pensar criticamente, comunicar com clareza e agir com propósito. O conhecimento organizado - e colocado ao serviço de decisões concretas - é uma das formas mais eficazes de transformar essa ponte num lugar de influência, e não apenas de passagem. Temos de ter também a ambição de sermos e fazermos melhor na nossa casa. Não apenas quando vamos fazê-lo lá fora.

"Um líder com influência real não se limita a captar atenção: ajuda as pessoas a pensar melhor"

O que distingue um líder com influência real de alguém apenas visível ou mediático?

R.S. — A diferença está no impacto que permanece para além da exposição. Um líder com influência real não se limita a captar atenção: ajuda as pessoas a pensar melhor, a tomar decisões mais conscientes e a agir de forma mais eficaz. A visibilidade pode ser imediata e passageira, mas a influência constrói-se com consistência e cria confiança ao longo do tempo. Um líder com influência leva a organização a produzir resultados. É essa capacidade de deixar marca - e não apenas uma mensagem - que dá verdadeiro sentido à liderança.

Como é que a Thinking Heads ajuda a trabalhar essa diferença?

R.S. — Ao centrar-se no conteúdo, no contexto e na utilidade das ideias, a Thinking Heads Speakers Portugal privilegia a substância em detrimento da notoriedade. Essa abordagem ajuda líderes a aprofundar o seu pensamento, a comunicar de forma mais estratégica e a impactar numa forma que se sente no tempo - e não apenas quando é apresentado. Por outro lado, os nossos programas sectoriais, permitem que as organizações recebam oradores de primeira linha e desenvolvam e adquiram com eles um conjunto de competências de alta performance com aplicação prática nas próprias empresas.

Olhando para os próximos anos, que tipo de liderança vai ser mais necessária e mais escassa?

R.S. — Vamos precisar de líderes capazes de lidar com a complexidade sem perder clareza, que se apoiem em factos e, acima de tudo, que não abdiquem da sensibilidade humana. Lideranças que conciliem visão e empatia, coragem e humildade, estratégia e propósito. Esse equilíbrio será cada vez mais necessário - e, ao mesmo tempo, cada vez mais raro. É a parte que a IA dificilmente - pelo menos a curto prazo - não conseguirá.

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