Liderar um país fragmentado
#Protagonistas
Opinião

Falar de eleições presidenciais é falar, inevitavelmente, de liderança. Não da liderança que se confunde com popularidade momentânea, nem da que se exerce aos gritos ou por ausência. Falar de liderança presidencial é falar da capacidade de agregar comunidades diversas, de dar sentido comum a um país fragmentado, cansado e, muitas vezes, desconfiado de si próprio.
A liderança que se exige a um Presidente da República não é executiva, mas é profundamente política. Não governa, mas influencia. Não manda, mas orienta. Não decide tudo, mas pode ajudar a decidir melhor. Num sistema democrático como o nosso, a liderança presidencial manifesta-se sobretudo na capacidade de criar pontes: entre gerações, entre classes sociais, entre territórios, entre visões do país que raramente se escutam.
A dificuldade é evidente. Vivemos num tempo de polarização, de simplificação agressiva do debate público, de redes sociais que premiam a reacção rápida e penalizam a complexidade e o debate de ideias construtivo. Liderar neste contexto exige uma virtude cada vez mais rara: resistir à tentação de agradar a todos em simultâneo. Um Presidente não pode ser refém do aplauso imediato nem do medo do conflito. Liderar é, muitas vezes, aceitar desagradar, com critério, com medida, com fundamento. E, importa não esquecer, com a Constituição presente, sempre presente.
Há exemplos que devemos seguir, dentro e fora de portas. Presidentes que souberam usar a palavra com parcimónia, que compreenderam o valor do silêncio, que escolheram intervir apenas quando a sua voz acrescentava sentido e não ruído. Lideranças que apostaram na pedagogia democrática, explicando limites, responsabilidades e escolhas difíceis, em vez de prometer soluções fáceis para problemas complexos.
Mas há também exemplos do que evitar: lideranças que confundem proximidade com banalização, frontalidade com agressividade, autenticidade com imprevisibilidade. Um Presidente não pode ser um espelho ampliado das tensões sociais; deve ser, pelo contrário, um espaço de contenção e recomposição.
A dimensão cultural da liderança é, neste contexto, central. Liderar é reconhecer a pluralidade do país, valorizar a cultura, a ciência, a educação, o pensamento crítico, não como ornamentos, mas como ferramentas de coesão social. Um Presidente agrega quando reconhece as diferenças sem as transformar em trincheiras, quando dá visibilidade a quem raramente a tem, quando trata a diversidade como riqueza e não como ameaça.
As presidenciais são, por isso, um teste exigente. Não apenas aos candidatos, mas a todos nós. Porque escolher um Presidente é escolher um estilo de liderança: mais agregador ou mais divisivo, mais atento ao longo prazo ou refém do imediato, mais preocupado em construir comunidade ou em vencer confrontos.
Num país que precisa de reencontrar confiança nas instituições e em si próprio, a liderança presidencial não pode ser um exercício de vaidade nem de sobrevivência política. Tem de ser um compromisso sério com a ideia de que liderar é servir o colectivo, mesmo quando isso implica ir contra a corrente. É essa exigência que devemos colocar no centro do debate.
Liderar um país fragmentado
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Falar de eleições presidenciais é falar, inevitavelmente, de liderança. Não da liderança que se confunde com popularidade momentânea, nem da que se exerce aos gritos ou por ausência. Falar de liderança presidencial é falar da capacidade de agregar comunidades diversas, de dar sentido comum a um país fragmentado, cansado e, muitas vezes, desconfiado de si próprio.
A liderança que se exige a um Presidente da República não é executiva, mas é profundamente política. Não governa, mas influencia. Não manda, mas orienta. Não decide tudo, mas pode ajudar a decidir melhor. Num sistema democrático como o nosso, a liderança presidencial manifesta-se sobretudo na capacidade de criar pontes: entre gerações, entre classes sociais, entre territórios, entre visões do país que raramente se escutam.
A dificuldade é evidente. Vivemos num tempo de polarização, de simplificação agressiva do debate público, de redes sociais que premiam a reacção rápida e penalizam a complexidade e o debate de ideias construtivo. Liderar neste contexto exige uma virtude cada vez mais rara: resistir à tentação de agradar a todos em simultâneo. Um Presidente não pode ser refém do aplauso imediato nem do medo do conflito. Liderar é, muitas vezes, aceitar desagradar, com critério, com medida, com fundamento. E, importa não esquecer, com a Constituição presente, sempre presente.
Há exemplos que devemos seguir, dentro e fora de portas. Presidentes que souberam usar a palavra com parcimónia, que compreenderam o valor do silêncio, que escolheram intervir apenas quando a sua voz acrescentava sentido e não ruído. Lideranças que apostaram na pedagogia democrática, explicando limites, responsabilidades e escolhas difíceis, em vez de prometer soluções fáceis para problemas complexos.
Mas há também exemplos do que evitar: lideranças que confundem proximidade com banalização, frontalidade com agressividade, autenticidade com imprevisibilidade. Um Presidente não pode ser um espelho ampliado das tensões sociais; deve ser, pelo contrário, um espaço de contenção e recomposição.
A dimensão cultural da liderança é, neste contexto, central. Liderar é reconhecer a pluralidade do país, valorizar a cultura, a ciência, a educação, o pensamento crítico, não como ornamentos, mas como ferramentas de coesão social. Um Presidente agrega quando reconhece as diferenças sem as transformar em trincheiras, quando dá visibilidade a quem raramente a tem, quando trata a diversidade como riqueza e não como ameaça.
As presidenciais são, por isso, um teste exigente. Não apenas aos candidatos, mas a todos nós. Porque escolher um Presidente é escolher um estilo de liderança: mais agregador ou mais divisivo, mais atento ao longo prazo ou refém do imediato, mais preocupado em construir comunidade ou em vencer confrontos.
Num país que precisa de reencontrar confiança nas instituições e em si próprio, a liderança presidencial não pode ser um exercício de vaidade nem de sobrevivência política. Tem de ser um compromisso sério com a ideia de que liderar é servir o colectivo, mesmo quando isso implica ir contra a corrente. É essa exigência que devemos colocar no centro do debate.
Liderar um país fragmentado
#Protagonistas
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Falar de eleições presidenciais é falar, inevitavelmente, de liderança. Não da liderança que se confunde com popularidade momentânea, nem da que se exerce aos gritos ou por ausência. Falar de liderança presidencial é falar da capacidade de agregar comunidades diversas, de dar sentido comum a um país fragmentado, cansado e, muitas vezes, desconfiado de si próprio.
A liderança que se exige a um Presidente da República não é executiva, mas é profundamente política. Não governa, mas influencia. Não manda, mas orienta. Não decide tudo, mas pode ajudar a decidir melhor. Num sistema democrático como o nosso, a liderança presidencial manifesta-se sobretudo na capacidade de criar pontes: entre gerações, entre classes sociais, entre territórios, entre visões do país que raramente se escutam.
A dificuldade é evidente. Vivemos num tempo de polarização, de simplificação agressiva do debate público, de redes sociais que premiam a reacção rápida e penalizam a complexidade e o debate de ideias construtivo. Liderar neste contexto exige uma virtude cada vez mais rara: resistir à tentação de agradar a todos em simultâneo. Um Presidente não pode ser refém do aplauso imediato nem do medo do conflito. Liderar é, muitas vezes, aceitar desagradar, com critério, com medida, com fundamento. E, importa não esquecer, com a Constituição presente, sempre presente.
Há exemplos que devemos seguir, dentro e fora de portas. Presidentes que souberam usar a palavra com parcimónia, que compreenderam o valor do silêncio, que escolheram intervir apenas quando a sua voz acrescentava sentido e não ruído. Lideranças que apostaram na pedagogia democrática, explicando limites, responsabilidades e escolhas difíceis, em vez de prometer soluções fáceis para problemas complexos.
Mas há também exemplos do que evitar: lideranças que confundem proximidade com banalização, frontalidade com agressividade, autenticidade com imprevisibilidade. Um Presidente não pode ser um espelho ampliado das tensões sociais; deve ser, pelo contrário, um espaço de contenção e recomposição.
A dimensão cultural da liderança é, neste contexto, central. Liderar é reconhecer a pluralidade do país, valorizar a cultura, a ciência, a educação, o pensamento crítico, não como ornamentos, mas como ferramentas de coesão social. Um Presidente agrega quando reconhece as diferenças sem as transformar em trincheiras, quando dá visibilidade a quem raramente a tem, quando trata a diversidade como riqueza e não como ameaça.
As presidenciais são, por isso, um teste exigente. Não apenas aos candidatos, mas a todos nós. Porque escolher um Presidente é escolher um estilo de liderança: mais agregador ou mais divisivo, mais atento ao longo prazo ou refém do imediato, mais preocupado em construir comunidade ou em vencer confrontos.
Num país que precisa de reencontrar confiança nas instituições e em si próprio, a liderança presidencial não pode ser um exercício de vaidade nem de sobrevivência política. Tem de ser um compromisso sério com a ideia de que liderar é servir o colectivo, mesmo quando isso implica ir contra a corrente. É essa exigência que devemos colocar no centro do debate.
Liderar um país fragmentado
#Protagonistas
Opinião

Falar de eleições presidenciais é falar, inevitavelmente, de liderança. Não da liderança que se confunde com popularidade momentânea, nem da que se exerce aos gritos ou por ausência. Falar de liderança presidencial é falar da capacidade de agregar comunidades diversas, de dar sentido comum a um país fragmentado, cansado e, muitas vezes, desconfiado de si próprio.
A liderança que se exige a um Presidente da República não é executiva, mas é profundamente política. Não governa, mas influencia. Não manda, mas orienta. Não decide tudo, mas pode ajudar a decidir melhor. Num sistema democrático como o nosso, a liderança presidencial manifesta-se sobretudo na capacidade de criar pontes: entre gerações, entre classes sociais, entre territórios, entre visões do país que raramente se escutam.
A dificuldade é evidente. Vivemos num tempo de polarização, de simplificação agressiva do debate público, de redes sociais que premiam a reacção rápida e penalizam a complexidade e o debate de ideias construtivo. Liderar neste contexto exige uma virtude cada vez mais rara: resistir à tentação de agradar a todos em simultâneo. Um Presidente não pode ser refém do aplauso imediato nem do medo do conflito. Liderar é, muitas vezes, aceitar desagradar, com critério, com medida, com fundamento. E, importa não esquecer, com a Constituição presente, sempre presente.
Há exemplos que devemos seguir, dentro e fora de portas. Presidentes que souberam usar a palavra com parcimónia, que compreenderam o valor do silêncio, que escolheram intervir apenas quando a sua voz acrescentava sentido e não ruído. Lideranças que apostaram na pedagogia democrática, explicando limites, responsabilidades e escolhas difíceis, em vez de prometer soluções fáceis para problemas complexos.
Mas há também exemplos do que evitar: lideranças que confundem proximidade com banalização, frontalidade com agressividade, autenticidade com imprevisibilidade. Um Presidente não pode ser um espelho ampliado das tensões sociais; deve ser, pelo contrário, um espaço de contenção e recomposição.
A dimensão cultural da liderança é, neste contexto, central. Liderar é reconhecer a pluralidade do país, valorizar a cultura, a ciência, a educação, o pensamento crítico, não como ornamentos, mas como ferramentas de coesão social. Um Presidente agrega quando reconhece as diferenças sem as transformar em trincheiras, quando dá visibilidade a quem raramente a tem, quando trata a diversidade como riqueza e não como ameaça.
As presidenciais são, por isso, um teste exigente. Não apenas aos candidatos, mas a todos nós. Porque escolher um Presidente é escolher um estilo de liderança: mais agregador ou mais divisivo, mais atento ao longo prazo ou refém do imediato, mais preocupado em construir comunidade ou em vencer confrontos.
Num país que precisa de reencontrar confiança nas instituições e em si próprio, a liderança presidencial não pode ser um exercício de vaidade nem de sobrevivência política. Tem de ser um compromisso sério com a ideia de que liderar é servir o colectivo, mesmo quando isso implica ir contra a corrente. É essa exigência que devemos colocar no centro do debate.



