#Conhecimento

Eis os livros que vamos ler nos primeiros meses de 2026: estas são as grandes apostas das editoras portuguesas

Os lançamentos que vão chegar às livrarias mostram uma aposta clara em ensaio, ficção literária e livros de não-ficção com impacto no debate contemporâneo. Há novos títulos sobre saúde mental, política, identidade, economia e cultura, a par de regressos muito aguardados da literatura internacional. O MOTIVO esteve presente nos eventos de apresentação das novidades dos grupos Porto Editora, LeYa e Penguin Random House, que decorreram esta semana, e revela ainda o que os grupos BertrandCírculo, Infinito Particular e a editora Tinta da China têm preparado.

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10 de jan. de 2026, 09:00

Porto Editora

Entre as novidades em português, destaque para duas novas vozes: em Telhados de vidro, Rute Lourenço acompanha uma atriz de sucesso cuja vida pessoal esconde uma relação marcada pela violência doméstica. Em Sem perdão, André Neves Braga conta-nos como uma noite de celebração se transforma num confronto inesperado. Um thriller sobre um instante que muda tudo. Rui Zink regressa com OLGA Salva o Mundo, romance que cruza investigação policial, linchamentos públicos e desinformação. A narrativa aborda o impacto da inteligência artificial na manipulação da opinião pública e questiona a noção de justiça popular. As rosas de Barbacena é o novo romance de Alberto S. Santos. Uma ficção histórica que nos leva numa viagem no tempo até à cidade-manicómio de Minas Gerais, no Brasil. Na não ficção, a Porto Editora publica Henrique,o Navegador, de Erika Fatland, uma viagem pelos lugares e vestígios que revelam a história da presença portuguesa pelo mundo. Na chancela Ideias de Ler, Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, uma reflexão sobre desigualdade social e educação que convida a questionar o que significa nascer em vantagem ou enfrentar obstáculos desde cedo. Para 2026, a chancela Albatroz traz novas publicações que prometem inspirar e provocar reflexão. Estás zangado comigo?, de Meg Josephson, propõe uma abordagem compassiva para nos libertarmos da preocupação com o que os outros pensam. Em 90 Minutos no Céu, Don Piper narra a experiência de quase-morte que transformou a sua vida, e mostra como a fé e a resiliência podem surgir nos momentos mais inesperados. O poder da autoestima, de Patrícia Gonçalves, ajuda o leitor a compreender padrões que moldam a autoconfiança.


LeYa

A LeYa começa o ano com a celebração dos seus 18 anos, que se estenderão ao longo de 2026. A somar aos 60 anos da Dom Quixote, 75 anos da ASA e 50 anos da Caminho. Números redondos que confirmam a importância de chancelas que atravessam o tempo. Vamos às novidades. Na Dom Quixote, destacam-se novos livros de Manuel Alegre, Itamar Vieira Junior, Luísa Costa Gomes, José Carlos de Vasconcelos, Carla Louro, Margarida Fonseca Santos e José Correia Guedes, bem como a estreia de Ângelo Delgado na ficção, a par de regressos internacionais como Enrique Vila-Matas, Selva Almada e Eduardo Halfon, além de um ensaio de Milan Kundera. A ASA anuncia uma nova coleção e reedições de Agatha Christie, no ano em que se assinalam, igualmente os 50 anos da sua morte, além de novidades de autores como Taffy Brodesser-Akner, Allegra Goodman, Flavia Company e Arturo Pérez-Reverte, enquanto a Casa das Letras publica o primeiro romance em português da japonesa Rie Qudan e reforça a área de não-ficção com livros sobre justiça, cibersegurança, história da máfia e ciência. A Editorial Caminho assinala 50 anos com o lançamento de uma nova coleção de literatura traduzida, com romances de Naguib Mahfouz e Ngũgĩ wa Thiong’o. No campo do desenvolvimento pessoal e da divulgação científica, a Lua de Papel aposta em dois fenómenos internacionais, Morre Sem Nada, de Bill Perkins, e A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, e publica ainda novos livros de Giulia Enders e Suleika Jaouad, consolidando um início de ano editorial marcado pela diversidade, ambição literária e atenção aos grandes temas contemporâneos.


Penguin Random House

Para o primeiro semestre de 2026, o grupo Penguin Random House anuncia um catálogo “plural” e com uma grande novidade editorial: a chegada de Roberto Bolaño à Cavalo de Ferro, com dois livros inéditos em Portugal: Contos Completos e Um pequeno romance lúmpen, ambos apontados como lançamentos centrais da temporada. Entre ficção literária e regressos aguardados, há também espaço para László Krasznahorkai com O Tango de Satanás (fevereiro) e para uma nova tradução de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (março). Na Alfaguara, o semestre é marcado por autoras, com novidades de Leïla Slimani (O diabo está nos detalhes), Jamaica Kincaid (Autobiografia da Minha Mãe), Alba de Céspedes (Nas Palavras Dela) entre outros títulos. Na Companhia das Letras, surgem livros de autores lusófonos como Patrícia Reis (O Lugar da Incerteza), Afonso Cruz (A Cozinheira do Ditador) e Vera Iaconelli (Análise – Notas do Divã), entre outros. Em não-ficção, o grupo aponta nomes como Gabor Maté (Mentes Dispersas, sobre PHDA), A. C. Grayling (Para o Povo) e ensaios na coleção Objetivamente como Défice (Emma Holten) e Hiperpolítica (Anton Jäger).


Grupo Bertrand Círculo

Num ano que arranca com eleições presidenciais, o Grupo BertrandCírculo começa com A Segunda Volta, de João Reis Alves, um livro da Contraponto que resgata os acontecimentos mais marcantes de 1986, com Mário Soares e Freitas do Amaral. Isto num mês em que se assinala o 80.º aniversário de Julian Barnes, que surpreende os leitores da Quetzal com Partida, o seu derradeiro romance, que é também um livro de despedida. Como forma de celebração dos 250 anos de Jane Austen é lançada uma nova edição de Orgulho e Preconceito, pela Bertrand Editora. A Odisseia de Homero estará disponível no formato de novela gráfica. Para nos ajudar a pensar sobre a atualidade, Vizinhos Distantes, de Sören Urbanky e Martin Wagner, conta uma breve história das relações entre a China e a Rússia, com o selo de qualidade da Temas e Debates. Na Arteplural, e já em janeiro, sai Treine o Seu Cérebro em Quatro Semanas, de Gareth Moore.
 

Grupo Infinito Particular

O Grupo Infinito Particular prepara um primeiro semestre de 2026 forte em ficção comercial, thrillers e não-ficção de impacto, com apostas que vão do noir nórdico ao ensaio contemporâneo. Entre os destaques estão Morte nos Fiordes, de Satu Rämö, um policial passado na Islândia que abre o ano com um ambiente de suspense e investigação; O Mosteiro, de Nuno Nepomuceno, uma ambiciosa ficção histórica passada no Portugal do século XV; e Dias Perfeitos, de Raphael Montes, um thriller psicológico perturbador que reforça a presença do autor brasileiro no catálogo. No campo do thriller e do suspense internacional, chegam também a Mindfck Series*, de S.T. Abby, e Strange Houses, de Uketsu, que exploram territórios mais sombrios do género. Já na não-ficção, o grupo aposta em Coisa de Rico, de Michel Alcoforado, um ensaio mordaz sobre as elites brasileiras, e em Abundance, de Ezra Klein e Derek Thompson, uma reflexão sobre a escassez como problema central do nosso tempo. A fechar o panorama do ano, está ainda previsto o regresso de Ruth Manus com Ter ou Não Ter Filhos (título provisório), um livro que promete voltar a cruzar experiência pessoal e debate social contemporâneo.


Tinta da China

Para começar o ano, a editora de livros independente anuncia Cais do Sodré, de João Macdonald e Guiomar Belo Marques, apresentado como uma história vertiginosa e embriagante do Cais do Sodré noctívago, num livro que começa na Idade Média e só acaba na madrugada do próximo sábado. Segue-se Camões Poeta, Herói n'Os Lusíadas, de Helena Carvalhão Buescu, um ensaio sobre o desconcerto do mundo que percorre a grande epopeia portuguesa. Já Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso, o romance que foi considerado um dos livros de 2025 pelo New York Times, sai numa nova edição, em formato de bolso. A Dimensão Social da Ciência e Tecnologia, de Paula Urze e Emília Araújo, trata-se de um debate sobre o lugar das ciências sociais na compreensão das soluções e dos problemas que a tecnociência introduz no quotidiano. A editora anuncia também a publicação de O Espetáculo do Poder, de Annarita Gori, uma viagem pelas exposições políticas através das quais o Estado Novo encenou o poder e construiu uma narrativa de propaganda, entre 1934-1940. E, por fim, com o selo da Tinta da China, sairá ainda Furriel não É Nome de Pai, de Catarina Gomes, numa edição revista e aumentada da investigação sobre os filhos dos militares portugueses que ficaram para trás depois da guerra colonial.

#Conhecimento

Eis os livros que vamos ler nos primeiros meses de 2026: estas são as grandes apostas das editoras portuguesas

Os lançamentos que vão chegar às livrarias mostram uma aposta clara em ensaio, ficção literária e livros de não-ficção com impacto no debate contemporâneo. Há novos títulos sobre saúde mental, política, identidade, economia e cultura, a par de regressos muito aguardados da literatura internacional. O MOTIVO esteve presente nos eventos de apresentação das novidades dos grupos Porto Editora, LeYa e Penguin Random House, que decorreram esta semana, e revela ainda o que os grupos BertrandCírculo, Infinito Particular e a editora Tinta da China têm preparado.

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10 de jan. de 2026, 09:00

Porto Editora

Entre as novidades em português, destaque para duas novas vozes: em Telhados de vidro, Rute Lourenço acompanha uma atriz de sucesso cuja vida pessoal esconde uma relação marcada pela violência doméstica. Em Sem perdão, André Neves Braga conta-nos como uma noite de celebração se transforma num confronto inesperado. Um thriller sobre um instante que muda tudo. Rui Zink regressa com OLGA Salva o Mundo, romance que cruza investigação policial, linchamentos públicos e desinformação. A narrativa aborda o impacto da inteligência artificial na manipulação da opinião pública e questiona a noção de justiça popular. As rosas de Barbacena é o novo romance de Alberto S. Santos. Uma ficção histórica que nos leva numa viagem no tempo até à cidade-manicómio de Minas Gerais, no Brasil. Na não ficção, a Porto Editora publica Henrique,o Navegador, de Erika Fatland, uma viagem pelos lugares e vestígios que revelam a história da presença portuguesa pelo mundo. Na chancela Ideias de Ler, Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, uma reflexão sobre desigualdade social e educação que convida a questionar o que significa nascer em vantagem ou enfrentar obstáculos desde cedo. Para 2026, a chancela Albatroz traz novas publicações que prometem inspirar e provocar reflexão. Estás zangado comigo?, de Meg Josephson, propõe uma abordagem compassiva para nos libertarmos da preocupação com o que os outros pensam. Em 90 Minutos no Céu, Don Piper narra a experiência de quase-morte que transformou a sua vida, e mostra como a fé e a resiliência podem surgir nos momentos mais inesperados. O poder da autoestima, de Patrícia Gonçalves, ajuda o leitor a compreender padrões que moldam a autoconfiança.


LeYa

A LeYa começa o ano com a celebração dos seus 18 anos, que se estenderão ao longo de 2026. A somar aos 60 anos da Dom Quixote, 75 anos da ASA e 50 anos da Caminho. Números redondos que confirmam a importância de chancelas que atravessam o tempo. Vamos às novidades. Na Dom Quixote, destacam-se novos livros de Manuel Alegre, Itamar Vieira Junior, Luísa Costa Gomes, José Carlos de Vasconcelos, Carla Louro, Margarida Fonseca Santos e José Correia Guedes, bem como a estreia de Ângelo Delgado na ficção, a par de regressos internacionais como Enrique Vila-Matas, Selva Almada e Eduardo Halfon, além de um ensaio de Milan Kundera. A ASA anuncia uma nova coleção e reedições de Agatha Christie, no ano em que se assinalam, igualmente os 50 anos da sua morte, além de novidades de autores como Taffy Brodesser-Akner, Allegra Goodman, Flavia Company e Arturo Pérez-Reverte, enquanto a Casa das Letras publica o primeiro romance em português da japonesa Rie Qudan e reforça a área de não-ficção com livros sobre justiça, cibersegurança, história da máfia e ciência. A Editorial Caminho assinala 50 anos com o lançamento de uma nova coleção de literatura traduzida, com romances de Naguib Mahfouz e Ngũgĩ wa Thiong’o. No campo do desenvolvimento pessoal e da divulgação científica, a Lua de Papel aposta em dois fenómenos internacionais, Morre Sem Nada, de Bill Perkins, e A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, e publica ainda novos livros de Giulia Enders e Suleika Jaouad, consolidando um início de ano editorial marcado pela diversidade, ambição literária e atenção aos grandes temas contemporâneos.


Penguin Random House

Para o primeiro semestre de 2026, o grupo Penguin Random House anuncia um catálogo “plural” e com uma grande novidade editorial: a chegada de Roberto Bolaño à Cavalo de Ferro, com dois livros inéditos em Portugal: Contos Completos e Um pequeno romance lúmpen, ambos apontados como lançamentos centrais da temporada. Entre ficção literária e regressos aguardados, há também espaço para László Krasznahorkai com O Tango de Satanás (fevereiro) e para uma nova tradução de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (março). Na Alfaguara, o semestre é marcado por autoras, com novidades de Leïla Slimani (O diabo está nos detalhes), Jamaica Kincaid (Autobiografia da Minha Mãe), Alba de Céspedes (Nas Palavras Dela) entre outros títulos. Na Companhia das Letras, surgem livros de autores lusófonos como Patrícia Reis (O Lugar da Incerteza), Afonso Cruz (A Cozinheira do Ditador) e Vera Iaconelli (Análise – Notas do Divã), entre outros. Em não-ficção, o grupo aponta nomes como Gabor Maté (Mentes Dispersas, sobre PHDA), A. C. Grayling (Para o Povo) e ensaios na coleção Objetivamente como Défice (Emma Holten) e Hiperpolítica (Anton Jäger).


Grupo Bertrand Círculo

Num ano que arranca com eleições presidenciais, o Grupo BertrandCírculo começa com A Segunda Volta, de João Reis Alves, um livro da Contraponto que resgata os acontecimentos mais marcantes de 1986, com Mário Soares e Freitas do Amaral. Isto num mês em que se assinala o 80.º aniversário de Julian Barnes, que surpreende os leitores da Quetzal com Partida, o seu derradeiro romance, que é também um livro de despedida. Como forma de celebração dos 250 anos de Jane Austen é lançada uma nova edição de Orgulho e Preconceito, pela Bertrand Editora. A Odisseia de Homero estará disponível no formato de novela gráfica. Para nos ajudar a pensar sobre a atualidade, Vizinhos Distantes, de Sören Urbanky e Martin Wagner, conta uma breve história das relações entre a China e a Rússia, com o selo de qualidade da Temas e Debates. Na Arteplural, e já em janeiro, sai Treine o Seu Cérebro em Quatro Semanas, de Gareth Moore.
 

Grupo Infinito Particular

O Grupo Infinito Particular prepara um primeiro semestre de 2026 forte em ficção comercial, thrillers e não-ficção de impacto, com apostas que vão do noir nórdico ao ensaio contemporâneo. Entre os destaques estão Morte nos Fiordes, de Satu Rämö, um policial passado na Islândia que abre o ano com um ambiente de suspense e investigação; O Mosteiro, de Nuno Nepomuceno, uma ambiciosa ficção histórica passada no Portugal do século XV; e Dias Perfeitos, de Raphael Montes, um thriller psicológico perturbador que reforça a presença do autor brasileiro no catálogo. No campo do thriller e do suspense internacional, chegam também a Mindfck Series*, de S.T. Abby, e Strange Houses, de Uketsu, que exploram territórios mais sombrios do género. Já na não-ficção, o grupo aposta em Coisa de Rico, de Michel Alcoforado, um ensaio mordaz sobre as elites brasileiras, e em Abundance, de Ezra Klein e Derek Thompson, uma reflexão sobre a escassez como problema central do nosso tempo. A fechar o panorama do ano, está ainda previsto o regresso de Ruth Manus com Ter ou Não Ter Filhos (título provisório), um livro que promete voltar a cruzar experiência pessoal e debate social contemporâneo.


Tinta da China

Para começar o ano, a editora de livros independente anuncia Cais do Sodré, de João Macdonald e Guiomar Belo Marques, apresentado como uma história vertiginosa e embriagante do Cais do Sodré noctívago, num livro que começa na Idade Média e só acaba na madrugada do próximo sábado. Segue-se Camões Poeta, Herói n'Os Lusíadas, de Helena Carvalhão Buescu, um ensaio sobre o desconcerto do mundo que percorre a grande epopeia portuguesa. Já Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso, o romance que foi considerado um dos livros de 2025 pelo New York Times, sai numa nova edição, em formato de bolso. A Dimensão Social da Ciência e Tecnologia, de Paula Urze e Emília Araújo, trata-se de um debate sobre o lugar das ciências sociais na compreensão das soluções e dos problemas que a tecnociência introduz no quotidiano. A editora anuncia também a publicação de O Espetáculo do Poder, de Annarita Gori, uma viagem pelas exposições políticas através das quais o Estado Novo encenou o poder e construiu uma narrativa de propaganda, entre 1934-1940. E, por fim, com o selo da Tinta da China, sairá ainda Furriel não É Nome de Pai, de Catarina Gomes, numa edição revista e aumentada da investigação sobre os filhos dos militares portugueses que ficaram para trás depois da guerra colonial.

#Conhecimento

Eis os livros que vamos ler nos primeiros meses de 2026: estas são as grandes apostas das editoras portuguesas

Os lançamentos que vão chegar às livrarias mostram uma aposta clara em ensaio, ficção literária e livros de não-ficção com impacto no debate contemporâneo. Há novos títulos sobre saúde mental, política, identidade, economia e cultura, a par de regressos muito aguardados da literatura internacional. O MOTIVO esteve presente nos eventos de apresentação das novidades dos grupos Porto Editora, LeYa e Penguin Random House, que decorreram esta semana, e revela ainda o que os grupos BertrandCírculo, Infinito Particular e a editora Tinta da China têm preparado.

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10 de jan. de 2026, 09:00

Porto Editora

Entre as novidades em português, destaque para duas novas vozes: em Telhados de vidro, Rute Lourenço acompanha uma atriz de sucesso cuja vida pessoal esconde uma relação marcada pela violência doméstica. Em Sem perdão, André Neves Braga conta-nos como uma noite de celebração se transforma num confronto inesperado. Um thriller sobre um instante que muda tudo. Rui Zink regressa com OLGA Salva o Mundo, romance que cruza investigação policial, linchamentos públicos e desinformação. A narrativa aborda o impacto da inteligência artificial na manipulação da opinião pública e questiona a noção de justiça popular. As rosas de Barbacena é o novo romance de Alberto S. Santos. Uma ficção histórica que nos leva numa viagem no tempo até à cidade-manicómio de Minas Gerais, no Brasil. Na não ficção, a Porto Editora publica Henrique,o Navegador, de Erika Fatland, uma viagem pelos lugares e vestígios que revelam a história da presença portuguesa pelo mundo. Na chancela Ideias de Ler, Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, uma reflexão sobre desigualdade social e educação que convida a questionar o que significa nascer em vantagem ou enfrentar obstáculos desde cedo. Para 2026, a chancela Albatroz traz novas publicações que prometem inspirar e provocar reflexão. Estás zangado comigo?, de Meg Josephson, propõe uma abordagem compassiva para nos libertarmos da preocupação com o que os outros pensam. Em 90 Minutos no Céu, Don Piper narra a experiência de quase-morte que transformou a sua vida, e mostra como a fé e a resiliência podem surgir nos momentos mais inesperados. O poder da autoestima, de Patrícia Gonçalves, ajuda o leitor a compreender padrões que moldam a autoconfiança.


LeYa

A LeYa começa o ano com a celebração dos seus 18 anos, que se estenderão ao longo de 2026. A somar aos 60 anos da Dom Quixote, 75 anos da ASA e 50 anos da Caminho. Números redondos que confirmam a importância de chancelas que atravessam o tempo. Vamos às novidades. Na Dom Quixote, destacam-se novos livros de Manuel Alegre, Itamar Vieira Junior, Luísa Costa Gomes, José Carlos de Vasconcelos, Carla Louro, Margarida Fonseca Santos e José Correia Guedes, bem como a estreia de Ângelo Delgado na ficção, a par de regressos internacionais como Enrique Vila-Matas, Selva Almada e Eduardo Halfon, além de um ensaio de Milan Kundera. A ASA anuncia uma nova coleção e reedições de Agatha Christie, no ano em que se assinalam, igualmente os 50 anos da sua morte, além de novidades de autores como Taffy Brodesser-Akner, Allegra Goodman, Flavia Company e Arturo Pérez-Reverte, enquanto a Casa das Letras publica o primeiro romance em português da japonesa Rie Qudan e reforça a área de não-ficção com livros sobre justiça, cibersegurança, história da máfia e ciência. A Editorial Caminho assinala 50 anos com o lançamento de uma nova coleção de literatura traduzida, com romances de Naguib Mahfouz e Ngũgĩ wa Thiong’o. No campo do desenvolvimento pessoal e da divulgação científica, a Lua de Papel aposta em dois fenómenos internacionais, Morre Sem Nada, de Bill Perkins, e A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, e publica ainda novos livros de Giulia Enders e Suleika Jaouad, consolidando um início de ano editorial marcado pela diversidade, ambição literária e atenção aos grandes temas contemporâneos.


Penguin Random House

Para o primeiro semestre de 2026, o grupo Penguin Random House anuncia um catálogo “plural” e com uma grande novidade editorial: a chegada de Roberto Bolaño à Cavalo de Ferro, com dois livros inéditos em Portugal: Contos Completos e Um pequeno romance lúmpen, ambos apontados como lançamentos centrais da temporada. Entre ficção literária e regressos aguardados, há também espaço para László Krasznahorkai com O Tango de Satanás (fevereiro) e para uma nova tradução de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (março). Na Alfaguara, o semestre é marcado por autoras, com novidades de Leïla Slimani (O diabo está nos detalhes), Jamaica Kincaid (Autobiografia da Minha Mãe), Alba de Céspedes (Nas Palavras Dela) entre outros títulos. Na Companhia das Letras, surgem livros de autores lusófonos como Patrícia Reis (O Lugar da Incerteza), Afonso Cruz (A Cozinheira do Ditador) e Vera Iaconelli (Análise – Notas do Divã), entre outros. Em não-ficção, o grupo aponta nomes como Gabor Maté (Mentes Dispersas, sobre PHDA), A. C. Grayling (Para o Povo) e ensaios na coleção Objetivamente como Défice (Emma Holten) e Hiperpolítica (Anton Jäger).


Grupo Bertrand Círculo

Num ano que arranca com eleições presidenciais, o Grupo BertrandCírculo começa com A Segunda Volta, de João Reis Alves, um livro da Contraponto que resgata os acontecimentos mais marcantes de 1986, com Mário Soares e Freitas do Amaral. Isto num mês em que se assinala o 80.º aniversário de Julian Barnes, que surpreende os leitores da Quetzal com Partida, o seu derradeiro romance, que é também um livro de despedida. Como forma de celebração dos 250 anos de Jane Austen é lançada uma nova edição de Orgulho e Preconceito, pela Bertrand Editora. A Odisseia de Homero estará disponível no formato de novela gráfica. Para nos ajudar a pensar sobre a atualidade, Vizinhos Distantes, de Sören Urbanky e Martin Wagner, conta uma breve história das relações entre a China e a Rússia, com o selo de qualidade da Temas e Debates. Na Arteplural, e já em janeiro, sai Treine o Seu Cérebro em Quatro Semanas, de Gareth Moore.
 

Grupo Infinito Particular

O Grupo Infinito Particular prepara um primeiro semestre de 2026 forte em ficção comercial, thrillers e não-ficção de impacto, com apostas que vão do noir nórdico ao ensaio contemporâneo. Entre os destaques estão Morte nos Fiordes, de Satu Rämö, um policial passado na Islândia que abre o ano com um ambiente de suspense e investigação; O Mosteiro, de Nuno Nepomuceno, uma ambiciosa ficção histórica passada no Portugal do século XV; e Dias Perfeitos, de Raphael Montes, um thriller psicológico perturbador que reforça a presença do autor brasileiro no catálogo. No campo do thriller e do suspense internacional, chegam também a Mindfck Series*, de S.T. Abby, e Strange Houses, de Uketsu, que exploram territórios mais sombrios do género. Já na não-ficção, o grupo aposta em Coisa de Rico, de Michel Alcoforado, um ensaio mordaz sobre as elites brasileiras, e em Abundance, de Ezra Klein e Derek Thompson, uma reflexão sobre a escassez como problema central do nosso tempo. A fechar o panorama do ano, está ainda previsto o regresso de Ruth Manus com Ter ou Não Ter Filhos (título provisório), um livro que promete voltar a cruzar experiência pessoal e debate social contemporâneo.


Tinta da China

Para começar o ano, a editora de livros independente anuncia Cais do Sodré, de João Macdonald e Guiomar Belo Marques, apresentado como uma história vertiginosa e embriagante do Cais do Sodré noctívago, num livro que começa na Idade Média e só acaba na madrugada do próximo sábado. Segue-se Camões Poeta, Herói n'Os Lusíadas, de Helena Carvalhão Buescu, um ensaio sobre o desconcerto do mundo que percorre a grande epopeia portuguesa. Já Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso, o romance que foi considerado um dos livros de 2025 pelo New York Times, sai numa nova edição, em formato de bolso. A Dimensão Social da Ciência e Tecnologia, de Paula Urze e Emília Araújo, trata-se de um debate sobre o lugar das ciências sociais na compreensão das soluções e dos problemas que a tecnociência introduz no quotidiano. A editora anuncia também a publicação de O Espetáculo do Poder, de Annarita Gori, uma viagem pelas exposições políticas através das quais o Estado Novo encenou o poder e construiu uma narrativa de propaganda, entre 1934-1940. E, por fim, com o selo da Tinta da China, sairá ainda Furriel não É Nome de Pai, de Catarina Gomes, numa edição revista e aumentada da investigação sobre os filhos dos militares portugueses que ficaram para trás depois da guerra colonial.

#Conhecimento

Eis os livros que vamos ler nos primeiros meses de 2026: estas são as grandes apostas das editoras portuguesas

Os lançamentos que vão chegar às livrarias mostram uma aposta clara em ensaio, ficção literária e livros de não-ficção com impacto no debate contemporâneo. Há novos títulos sobre saúde mental, política, identidade, economia e cultura, a par de regressos muito aguardados da literatura internacional. O MOTIVO esteve presente nos eventos de apresentação das novidades dos grupos Porto Editora, LeYa e Penguin Random House, que decorreram esta semana, e revela ainda o que os grupos BertrandCírculo, Infinito Particular e a editora Tinta da China têm preparado.

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10 de jan. de 2026, 09:00

Porto Editora

Entre as novidades em português, destaque para duas novas vozes: em Telhados de vidro, Rute Lourenço acompanha uma atriz de sucesso cuja vida pessoal esconde uma relação marcada pela violência doméstica. Em Sem perdão, André Neves Braga conta-nos como uma noite de celebração se transforma num confronto inesperado. Um thriller sobre um instante que muda tudo. Rui Zink regressa com OLGA Salva o Mundo, romance que cruza investigação policial, linchamentos públicos e desinformação. A narrativa aborda o impacto da inteligência artificial na manipulação da opinião pública e questiona a noção de justiça popular. As rosas de Barbacena é o novo romance de Alberto S. Santos. Uma ficção histórica que nos leva numa viagem no tempo até à cidade-manicómio de Minas Gerais, no Brasil. Na não ficção, a Porto Editora publica Henrique,o Navegador, de Erika Fatland, uma viagem pelos lugares e vestígios que revelam a história da presença portuguesa pelo mundo. Na chancela Ideias de Ler, Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, uma reflexão sobre desigualdade social e educação que convida a questionar o que significa nascer em vantagem ou enfrentar obstáculos desde cedo. Para 2026, a chancela Albatroz traz novas publicações que prometem inspirar e provocar reflexão. Estás zangado comigo?, de Meg Josephson, propõe uma abordagem compassiva para nos libertarmos da preocupação com o que os outros pensam. Em 90 Minutos no Céu, Don Piper narra a experiência de quase-morte que transformou a sua vida, e mostra como a fé e a resiliência podem surgir nos momentos mais inesperados. O poder da autoestima, de Patrícia Gonçalves, ajuda o leitor a compreender padrões que moldam a autoconfiança.


LeYa

A LeYa começa o ano com a celebração dos seus 18 anos, que se estenderão ao longo de 2026. A somar aos 60 anos da Dom Quixote, 75 anos da ASA e 50 anos da Caminho. Números redondos que confirmam a importância de chancelas que atravessam o tempo. Vamos às novidades. Na Dom Quixote, destacam-se novos livros de Manuel Alegre, Itamar Vieira Junior, Luísa Costa Gomes, José Carlos de Vasconcelos, Carla Louro, Margarida Fonseca Santos e José Correia Guedes, bem como a estreia de Ângelo Delgado na ficção, a par de regressos internacionais como Enrique Vila-Matas, Selva Almada e Eduardo Halfon, além de um ensaio de Milan Kundera. A ASA anuncia uma nova coleção e reedições de Agatha Christie, no ano em que se assinalam, igualmente os 50 anos da sua morte, além de novidades de autores como Taffy Brodesser-Akner, Allegra Goodman, Flavia Company e Arturo Pérez-Reverte, enquanto a Casa das Letras publica o primeiro romance em português da japonesa Rie Qudan e reforça a área de não-ficção com livros sobre justiça, cibersegurança, história da máfia e ciência. A Editorial Caminho assinala 50 anos com o lançamento de uma nova coleção de literatura traduzida, com romances de Naguib Mahfouz e Ngũgĩ wa Thiong’o. No campo do desenvolvimento pessoal e da divulgação científica, a Lua de Papel aposta em dois fenómenos internacionais, Morre Sem Nada, de Bill Perkins, e A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, e publica ainda novos livros de Giulia Enders e Suleika Jaouad, consolidando um início de ano editorial marcado pela diversidade, ambição literária e atenção aos grandes temas contemporâneos.


Penguin Random House

Para o primeiro semestre de 2026, o grupo Penguin Random House anuncia um catálogo “plural” e com uma grande novidade editorial: a chegada de Roberto Bolaño à Cavalo de Ferro, com dois livros inéditos em Portugal: Contos Completos e Um pequeno romance lúmpen, ambos apontados como lançamentos centrais da temporada. Entre ficção literária e regressos aguardados, há também espaço para László Krasznahorkai com O Tango de Satanás (fevereiro) e para uma nova tradução de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (março). Na Alfaguara, o semestre é marcado por autoras, com novidades de Leïla Slimani (O diabo está nos detalhes), Jamaica Kincaid (Autobiografia da Minha Mãe), Alba de Céspedes (Nas Palavras Dela) entre outros títulos. Na Companhia das Letras, surgem livros de autores lusófonos como Patrícia Reis (O Lugar da Incerteza), Afonso Cruz (A Cozinheira do Ditador) e Vera Iaconelli (Análise – Notas do Divã), entre outros. Em não-ficção, o grupo aponta nomes como Gabor Maté (Mentes Dispersas, sobre PHDA), A. C. Grayling (Para o Povo) e ensaios na coleção Objetivamente como Défice (Emma Holten) e Hiperpolítica (Anton Jäger).


Grupo Bertrand Círculo

Num ano que arranca com eleições presidenciais, o Grupo BertrandCírculo começa com A Segunda Volta, de João Reis Alves, um livro da Contraponto que resgata os acontecimentos mais marcantes de 1986, com Mário Soares e Freitas do Amaral. Isto num mês em que se assinala o 80.º aniversário de Julian Barnes, que surpreende os leitores da Quetzal com Partida, o seu derradeiro romance, que é também um livro de despedida. Como forma de celebração dos 250 anos de Jane Austen é lançada uma nova edição de Orgulho e Preconceito, pela Bertrand Editora. A Odisseia de Homero estará disponível no formato de novela gráfica. Para nos ajudar a pensar sobre a atualidade, Vizinhos Distantes, de Sören Urbanky e Martin Wagner, conta uma breve história das relações entre a China e a Rússia, com o selo de qualidade da Temas e Debates. Na Arteplural, e já em janeiro, sai Treine o Seu Cérebro em Quatro Semanas, de Gareth Moore.
 

Grupo Infinito Particular

O Grupo Infinito Particular prepara um primeiro semestre de 2026 forte em ficção comercial, thrillers e não-ficção de impacto, com apostas que vão do noir nórdico ao ensaio contemporâneo. Entre os destaques estão Morte nos Fiordes, de Satu Rämö, um policial passado na Islândia que abre o ano com um ambiente de suspense e investigação; O Mosteiro, de Nuno Nepomuceno, uma ambiciosa ficção histórica passada no Portugal do século XV; e Dias Perfeitos, de Raphael Montes, um thriller psicológico perturbador que reforça a presença do autor brasileiro no catálogo. No campo do thriller e do suspense internacional, chegam também a Mindfck Series*, de S.T. Abby, e Strange Houses, de Uketsu, que exploram territórios mais sombrios do género. Já na não-ficção, o grupo aposta em Coisa de Rico, de Michel Alcoforado, um ensaio mordaz sobre as elites brasileiras, e em Abundance, de Ezra Klein e Derek Thompson, uma reflexão sobre a escassez como problema central do nosso tempo. A fechar o panorama do ano, está ainda previsto o regresso de Ruth Manus com Ter ou Não Ter Filhos (título provisório), um livro que promete voltar a cruzar experiência pessoal e debate social contemporâneo.


Tinta da China

Para começar o ano, a editora de livros independente anuncia Cais do Sodré, de João Macdonald e Guiomar Belo Marques, apresentado como uma história vertiginosa e embriagante do Cais do Sodré noctívago, num livro que começa na Idade Média e só acaba na madrugada do próximo sábado. Segue-se Camões Poeta, Herói n'Os Lusíadas, de Helena Carvalhão Buescu, um ensaio sobre o desconcerto do mundo que percorre a grande epopeia portuguesa. Já Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso, o romance que foi considerado um dos livros de 2025 pelo New York Times, sai numa nova edição, em formato de bolso. A Dimensão Social da Ciência e Tecnologia, de Paula Urze e Emília Araújo, trata-se de um debate sobre o lugar das ciências sociais na compreensão das soluções e dos problemas que a tecnociência introduz no quotidiano. A editora anuncia também a publicação de O Espetáculo do Poder, de Annarita Gori, uma viagem pelas exposições políticas através das quais o Estado Novo encenou o poder e construiu uma narrativa de propaganda, entre 1934-1940. E, por fim, com o selo da Tinta da China, sairá ainda Furriel não É Nome de Pai, de Catarina Gomes, numa edição revista e aumentada da investigação sobre os filhos dos militares portugueses que ficaram para trás depois da guerra colonial.

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